Referência no esporte adaptado, espaço celebra conquistas e desenvolvimento de atletas brasileiros
Em São Paulo, o Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro está completando 10 anos. O espaço inaugurado, em maio de 2016, acolhe atletas de todo o país e recebe mais de 400 eventos esportivos por ano, sendo referência na América Latina.
Reportagem de Flavio Rogério e Antonio Lopes
Entre os 200 atletas, em mais uma etapa dos Jogos Paralímpicos do Estado de São Paulo, nesta manhã, estava Zileide do salto em distância da classe T20 para pessoas com deficiência intelectual.
Competindo há cinco anos, ela já conquistou três medalhas em mundiais e uma em jogos paralímpicos. “Eu achei o meu lugar, vi esse clima competitivo, me botou em várias situações de desafio, mas eu vi que eu era capaz. Então isso me deu mais força, não apenas só no esporte, mas tipo eu sou capaz em outras áreas da minha vida”, expressou a atleta paralímpica, Zileide Cassiano.
Rosenilda é mãe de Geovana que possui paralisia cerebral e é atleta da classe T72 para corredores com andadores. Ela reconhece a importância do esporte no desenvolvimento da filha. “É muito gratificante ver ela competindo, porque quando ela nasceu não imaginava que poderia fazer um esporte. Como a professora apresentou esporte para ela, eu fiquei inacreditada e vê-la correndo é uma grande vitória para nós”, contou a dona de casa.
Atletas de 20 modalidades, vindos de todo o país, passam pelo Centro Paralímpico Brasileiro. Todos os dias eles realizam treinamentos ou participam de competições.
“Significa que em qualquer lugar do mundo que estiverem competindo, eles vão encontrar o mesmo ambiente que encontram aqui. O que importa realmente o que é feito aqui é a parte de inclusão, de acolhimento. as pessoas se sentem em casa. Todo o trabalho que é feito aqui é para dar ao atleta condições para que ele possa de fato competir em alto rendimento”, reforçou o secretário de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcos da Costa.
O CPB foi inaugurado em maio de 2016. São 95.000 1000 m² de área construída e é palco de 400 eventos esportivos por ano.
Atletas de alto rendimento, como Thiago Paulino, do lançamento de disco e arremesso de peso da classe F57, que competem sentados em cadeiras de rodas, também treinam no espaço e inspiram novas gerações. “Trabalhava como segurança. 2010 acabei sofrendo acidente de moto, acabei perdendo parte da minha perna esquerda. Assim que eu saí do hospital, eu já estava meio focado que eu queria aprender e queria conhecer o esporte para Seis medalhas em mundial, duas medalhas em Paralimpíada, tricampeão para Pan-Americano, então uma carreira de muitas vitórias e derrotas. Então eu sou muito grato ao esporte e hoje o esporte é minha vida. Vivo 100% do esporte”, testemunhou o atleta paralímpico, Thiago Paulino.