Cada edição traz alguma peculiaridade, e número de participantes à sinodalidade com oito pontífices até os dias atuais
A Assembleia dos bispos vai além dos debates e decisões pastorais. O encontro também guarda a memória e a evolução de um dos maiores episcopados do mundo.
Reportagem de Isaque Valle, Ederaldo Paulini e Ersomar Ribeiro
Uma história repleta de curiosidades e significado. Cada edição da assembleia carrega não apenas números, mas sinais concretos da ação da Igreja no país.
O Brasil possui o maior episcopado do mundo. São 497 bispos, sendo 173 eméritos e 324 em governo pastoral, nas 281 circunscrições eclesiásticas do país. Desses, 373 estão inscritos na assembleia.
Reforçando o caráter universal da Igreja, prelados estrangeiros participam das discussões. Em 2026, o peruano Dom Lizardo Estrada Herrera está presente. “Todos somos um em Cristo. Trabalhar pela justiça, sobretudo para os mais frágeis, os mais pobres, os mais excluídos, os que não são escutados, ser a voz deles”, apontou o secretário- geral do CELAM, Dom Lizardo Estrada Herrera.
62 edições, oito pontificados. Desde 1953, a Assembléia Geral da CNBB reúne o episcopado do país e expressa de forma concreta a unidade da Igreja no Brasil.
A caminhada começou antes mesmo do Concílio Vaticano II. Ao longo das décadas, a evolução das discussões mudou a forma com que os assuntos são tratados. “Diferente de tempos antigos, nossa assembleia hoje mergulha na sinodalidade. Há muito mais participação. Se antigamente as decisões eram mais centradas no próprio episcopado, hoje uma diretriz nacional, ela passa por todas as instâncias”, ressaltou o secretário- geral da CNBB, Dom Ricardo Hoepers.
Pio XII, João XXIII, Paulo VI, João Paulo I, João Paulo II, Bento XVI, Francisco. Os encontros foram sempre moldados pelo agir pastoral dos pontífices. Em 2026, as diretrizes a serem aprovadas irão refletir os pensamentos de Leão XIV. “E o texto traz muitas citações e o pensamento do Papa Leão XIV, cujo núcleo, posso dizer assim, é como transmitir a fé hoje”, concluiu o arcebispo de Santa Maria(RS), Dom Leomar Antônio Brustolin.
Entre as memórias e expectativas para o futuro, a Assembleia segue apontando caminhos para o povo de Deus.


