Leão XIV pediu o fim das hostilidades no Iêmen, rezou pelas vítimas de atentado na Jordânia e recordou encontro pela paz em Assis
Da Redação, com Vatican News

Papa durante o Angelus deste domingo, 25/ Foto: REUTERS/Vincenzo Livieri
O Papa Leão XIV voltou a pedir paz e diálogo diante dos conflitos e da violência que atingem diferentes povos. Ao final da oração mariana do Angelus deste domingo, 25, na Praça São Pedro, o Pontífice dirigiu apelos especialmente ao Iêmen e à Jordânia e convidou os fiéis a se unirem em oração pelo encontro pela paz que será realizado em Assis.
“Continuemos juntos a rezar pela paz”, exortou Leão XIV, diante de cerca de 20 mil fiéis reunidos na Praça São Pedro.
Apelo pelo fim das hostilidades no Iêmen
Ao recordar a situação no Iêmen, o Papa manifestou preocupação com o agravamento da emergência humanitária, especialmente em Taiz, terceira maior cidade do país.
O centro urbano está isolado há cerca de 20 dias devido aos confrontos entre rebeldes e forças governamentais, que atingiram importantes rotas de abastecimento. A situação dificulta o deslocamento da população e a chegada de alimentos e combustível.
Segundo o Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas, mais de 800 mil pessoas em Taiz permanecem sem acesso à ajuda humanitária. Diante da situação, Leão XIV pediu o fim das hostilidades e recordou o direito dos povos à paz.
“Queridos irmãos e irmãs, acompanho com preocupação a grave situação humanitária no Iêmen, especialmente na cidade de Taiz, onde a população sofre com a falta de alimentos, água e cuidados médicos. Dirijo um apelo sincero para que cessem as hostilidades e seja garantido ao povo iemenita e a todos os povos da região o direito de viver na paz”, afirmou.
Papa reza por vítimas de atentado na Jordânia
Leão XIV também dirigiu seu pensamento às vítimas do atentado ocorrido durante um funeral na Jordânia. O ataque armado, registrado na sexta-feira, 23, deixou oito mortos e 40 feridos.
O Pontífice assegurou suas orações pelas vítimas e manifestou proximidade à comunidade atingida e ao povo jordaniano. “Asseguro minhas orações por todos aqueles que foram mortos e feridos na última sexta-feira, no ataque terrorista contra os fiéis da Igreja Ortodoxa de São Jorge, em Hammoud, na Jordânia. Estou próximo àquela comunidade e a todo o país, que se destaca pela convivência pacífica e pelo respeito entre as diferentes religiões”, declarou.
Após o atentado, representantes das comunidades cristãs manifestaram solidariedade à Igreja Greco-Ortodoxa e destacaram o compromisso com o diálogo inter-religioso e a convivência pacífica.
Encontro pela paz em Assis
Ao final dos apelos, Leão XIV recordou o encontro “Paz desarmada e desarmante”, realizado em Assis. Na terça-feira, 27, líderes de diferentes Igrejas e religiões estarão reunidos na cidade italiana por ocasião dos 40 anos do histórico encontro inter-religioso pela paz convocado por São João Paulo II, em 1986.
“Depois de amanhã, 27 de outubro, vamos nos unir espiritualmente aos Chefes das Igrejas e aos líderes religiosos que irão se reunir em Assis por ocasião do aniversário de 40 anos do encontro convocado por São João Paulo II”, afirmou.
O Papa ressaltou ainda as consequências dos conflitos para toda a humanidade. “Nunca como hoje ficou tão evidente que as guerras, além de semear morte e destruição, empobrecem e prejudicam o mundo. Que o Senhor inspire escolhas de diálogo e de paz!”, acrescentou.
Leão XIV estava inicialmente previsto para participar do encontro em Assis, mas sua presença foi cancelada para favorecer a recuperação após a cirurgia torácica realizada em 13 de outubro, no Hospital Gemelli, em Roma.
Segundo comunicado da Santa Sé, o Pontífice enviará uma mensagem aos participantes, manifestando proximidade aos organizadores, líderes e representantes das confissões cristãs e de outras religiões. O texto deverá reforçar que o “Espírito de Assis”, o diálogo e a busca por palavras e gestos de paz são recursos importantes diante dos atuais conflitos.
O Papa recebeu alta hospitalar em 17 de outubro e segue em período de recuperação no Vaticano. Os resultados definitivos dos exames, divulgados em 21 de outubro, confirmaram a natureza da doença retirada durante a cirurgia. Após avaliação oncológica, foi informado que não será necessária terapia adicional.




