No Angelus deste domingo, 11, Leão XIV refletiu sobre a parábola do banquete de casamento e frisou que a alegria recebida de Deus deve ser partilhada, mesmo diante da rejeição
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV /Foto: Vatican Media/Matteo Pernaselci via REUTERS
“Quando algo de bom acontece, acende-se uma luz que nos leva a incluir os outros na nossa felicidade.” Com estas palavras, o Papa Leão XIV iniciou, neste domingo, 11, sua reflexão antes da oração mariana do Angelus, na Praça São Pedro.
Ao comentar o Evangelho proposto pela liturgia do dia, com a parábola do banquete de casamento preparado por um rei para o seu filho (cf. Mt 22,1-14), o Pontífice destacou que a verdadeira felicidade desperta naturalmente o desejo de ser compartilhada.
Na passagem evangélica, o rei prepara a festa e convida muitas pessoas, mas encontra respostas diferentes daquelas que esperava. Alguns convidados preferem continuar com seus próprios afazeres, enquanto outros chegam a insultar e matar os mensageiros enviados para chamá-los.
Não desanimar diante da rejeição
Leão XIV aproximou a parábola da experiência cotidiana e recordou que, também nas relações humanas, nem sempre aquilo que é oferecido com boas intenções encontra acolhida. “Nem sempre o bem que oferecemos é compreendido, reconhecido ou apreciado; pelo contrário, às vezes é mal interpretado e rejeitado. Mas isso não deve nos desanimar.”
Na parábola, porém, a rejeição não põe fim à festa. O rei não cancela o casamento nem interrompe a celebração. Diante da recusa dos primeiros convidados, amplia o convite e envia seus servos pelas ruas, para que outras pessoas também possam participar e a alegria dos noivos se torne um dom para todos.
Também fazemos parte desta história
Retomando a interpretação de São Jerônimo, o Santo Padre explicou que o rei representa o Pai do Céu, o noivo é Jesus e a noiva, a Igreja. Entre os protagonistas da parábola, acrescentou, estão todos, escolhidos pelo Senhor para compartilhar com Cristo a existência e, com Ele, serem “portadores de vida”.
As igrejas, as casas e os lugares onde muitos vivem são, assim, espaços do encontro cotidiano com Cristo, onde Ele continua a manifestar o seu amor e a esperar a resposta de cada pessoa. “É lá que o encontramos, revestidos, como a noiva, com a veste branca do Batismo e adornados com as joias das boas obras, que nos aproximam de Deus e uns dos outros”, afirmou o Papa.
Uma alegria concreta, vivida todos os dias
Na parte final da reflexão, o Pontífice destacou que a alegria cristã não está distante da realidade, mas se manifesta concretamente nas experiências e relações que fazem parte da vida cotidiana. “A alegria que anunciamos não é, portanto, artificial, mas profunda, concreta e real, bela como os rostos das pessoas que encontramos, verdadeira como o trabalho, os sorrisos, as lágrimas, os apertos de mão e os gestos de bondade que marcam os nossos dias.”
Essa alegria, prosseguiu, é “dom de Deus para a salvação do mundo” e torna-se visível justamente no cotidiano, por meio dos encontros, das relações e dos gestos de bondade que aproximam as pessoas. Ao concluir, o Santo Padre confiou os fiéis à Virgem Maria e pediu que ela ajude todos a crescer nessa alegria e a anunciá-la “sempre e em toda parte, com generosidade, coragem e fé, mesmo onde não é compreendida”.



