Pontífice recordou Dia Mundial contra a Pena de Morte e reiterou posição da Igreja contrária à prática; há dois dias, Estados Unidos anunciou execução pública
Da Redação, com Vatican News

Publicação do Papa Leão XIV no X reitera posição da Igreja contrária à pena de morte / Imagem: Reprodução
O Papa Leão XIV recordou o Dia Mundial contra a Pena de Morte, celebrado neste 10 de outubro, com uma publicação em seu perfil na rede social X.
No texto, o Pontífice recorda a posição da Igreja Católica, contrária à pena de morte. Ele explica que a prática “é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa”.
“O bem comum pode ser protegido e as exigências da justiça podem ser salvaguardadas sem recorrer à pena capital: foram desenvolvidos sistemas eficazes de detenção, que protegem os cidadãos e, ao mesmo tempo, não retiram completamente dos culpados a possibilidade de se redimir”, acrescenta o Santo Padre.
Anúncio de execução pública nos Estados Unidos
Dois dias antes da publicação do Papa Leão XIV, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou que o Pentágono planeja transmitir, ao vivo, a execução por fuzilamento de Nidal Hasan, marcada para 3 de dezembro. O ex-psiquiatra do exército americano foi condenado por matar 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.
Caso Hassan não entre com recurso — o que poderia prolongar consideravelmente o processo —, esta seria a primeira execução realizada pelo exército dos Estados Unidos desde 1961 e a primeira por fuzilamento desde 1945. A última execução pública no país, por sua vez, aconteceu em 1936.
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Questionado sobre esse assunto antes de um evento em Roma nesta sexta-feira, 9, o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, afirmou que “não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo”.
“Por mais que, naturalmente, a pessoa seja culpada, existem outros meios”, prosseguiu o cardeal. “O pensamento da Igreja é de total oposição à pena de morte. Ela não é compatível com a dignidade humana e não constitui nenhum fator de dissuasão”, enfatizou.
O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos e arcebispo de Oklahoma City, Dom Paul Stagg Coakley, também se manifestou sobre a decisão. “A execução pública, mesmo de alguém que cometeu um grave dano, não fará senão prejudicar ainda mais o tecido moral de nossa nação e será uma mancha na consciência de seu povo”, expressou.




