Na primeira semana do Mês das Vocações, são recordados os ministros ordenados, que se doam totalmente a Deus para cuidar das almas que o Senhor confia
Gabriel Fontana
Da Redação

Foto: Bruno Marques
“O sacerdote é o amor do Coração de Jesus”. Com essa frase, São João Maria Vianney expressou a dimensão da vocação sacerdotal, recordada nesta primeira semana do Mês das Vocações, que é celebrado no Brasil durante agosto.
Missionário da Comunidade Canção Nova, padre Marcio Prado enfatiza que o chamado do sacerdote é apontar as coisas do Alto, servindo a Deus e se doando para apresentá-Lo às pessoas. “É belo poder responder ao chamado do Senhor e é também responsabilizante”, expressa.
Caminho vocacional

Padre Márcio Prado /Foto: Bruno Marques
Diante das dúvidas que podem surgir durante o processo de discernimento vocacional, o missionário dá três orientações: manter uma vida de oração e comunhão com Deus, buscar a ajuda de um acompanhador espiritual e também entrar em contato com a equipe vocacional da paróquia ou diocese. Além disso, salienta a importância da paciência durante o discernimento vocacional.
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Uma vez que o jovem que se sente chamado ao sacerdócio discerne a sua vocação e decide ingressar no seminário diocesano, o caminho de formação tem início com o propedêutico. Padre Marcio Prado explica que esse é um período para iniciar a jornada e tocar em algumas realidades como as formações e a vida pastoral.
Aqueles que decidem ingressar em uma ordem ou congregação religiosa ou em uma comunidade, contudo, passam por um caminho um pouco diferente. O sacerdote pontua que esse chamado passa pela identificação com um carisma específico, que também é contemplado no processo de discernimento vocacional.
Além disso, há uma diferença importante: enquanto o padre diocesano atua no território da circunscrição eclesiástica, o padre religioso ou membro de uma comunidade pode ser enviado em missão para outras regiões — e até mesmo outros países.
O discernimento continua
Após ingressar no seminário diocesano e passar pelo propedêutico, o candidato começa a estudar Filosofia e Teologia. O tempo e o itinerário de formação variam de diocese para diocese, mas uma coisa não muda: a continuidade do discernimento vocacional.
“Mesmo ingressando na vida diocesana, fazendo um caminho no seminário, continua o discernimento”, ressalta padre Marcio. Segundo o missionário, o tempo de formação também é para o candidato entender as exigências da vida como sacerdote, a exemplo do celibato e o desprendimento dos bens materiais, e entender se dá conta do chamado, sem ter medo de se questionar.
O sacerdote sublinha a responsabilidade em dirigir as almas e ajudar as pessoas a se encontrarem com Deus. Diante da grandeza dessa missão, salienta também a sua beleza. “É bela a vocação sacerdotal, é belo poder responder ao chamado de Deus”, conclui.




