Santo Padre encerrou viagem apostólica à África e se despediu de fiéis
A diversidade de temas esteve presente na coletiva na manhã desta quinta-feira, com representantes da Igreja no Brasil abordando iniciativas que vão da missão evangelizadora à preservação do patrimônio religioso. Foram destacados ainda os grandes eventos e a centralidade da fé na vida eclesial.
Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini
A alegria por ver o sucessor de Pedro passando de papamóvel emocionou os católicos de Malabo, que estiveram no estádio da cidade para a última Missa do Pontífice no continente africano.
Na homilia, Leão XIV refletiu sobre o encontro entre o diácono Felipe e o Eunuco Etípe, que regressava sua terra natal à África. Destacou que ao acolher a palavra de Deus, aquele homem encontra a verdadeira liberdade e fé.
O Pontífice afirmou que assim como ele, nós recebemos a luz da fé para compreender e viver a palavra. E assim como o Etílpe, que era escravo e sem descendência, somos chamados a deixar que essa palavra transforme nossas vidas.
O Papa lembrou que o Eunuco, antes marcado pela exclusão, renasce livre em Jesus e destacou que a Bíblia deve ser lida em comunhão com a Igreja, guiados pelo Espírito Santo e pela tradição. Segundo ele, também hoje precisamos de quem nos ajude a compreender e viver as escrituras.
O viajante africano estava lendo uma profecia de Isaías, lembrou o Papa, sobre o servo sofredor Jesus, que por sua paixão, morte e ressurreição nos redime do pecado e da morte. Leão XIV concluiu afirmando que na Páscoa de Cristo todos os povos são libertados da escravidão do mal.
“Na companhia do Senhor os nossos problemas não desaparecem”, profetiza o Papa, mas são iluminados. Pois assim como toda a cruz encontra a redenção em Jesus, também no Evangelho a história da nossa vida encontra sentido.
Após a Missa, o Papa seguiu para o Aeroporto Internacional de Malabo, onde participou da cerimônia de despedida, encerrando assim sua viagem apostólica à África.




