EM APARECIDA

Bispos destacam evangelização jovem e laços Brasil-Santa Sé em coletiva

Dom Vilsom e Dom Paulo contam atualizações realizadas nos documentos da CNBB

Os desafios da evangelização das novas gerações e a celebração de dois séculos de relações diplomáticas entre Brasil e Santa Sé estiveram em destaque na coletiva de imprensa desta manhã. 

Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini

 

A coletiva desta quarta-feira começou em clima de alegria. Antes das apresentações, Dom Vilson Basso e o cardeal Paulo César Costa conversaram com os jornalistas em tom descontraído. “Eu queria dizer que eu tenho 66 eu nunca encontrei outra pessoa como ele. Não encontrei”, disse Dom Vilsom.

Dom Wilson falou da atualização do documento 85 da CNBB dedicado à evangelização da juventude, aprovado em 2007. O texto deve ganhar agora novas abordagens diante dos desafios do mundo atual. “Aprovado pelo conselho que incluiríamos duas novas linhas de ação. Tem oito, no documento 85 serão 10, no documento 85 atualizado. A nona linha é comunicação e novas linguagens digitais e o 10 ecologia integra, o cuidado da Casa Comum”, disse o presidente da Comunicação Episcopal para a Juventude CNBB, Dom Vilsom Basso. 

A atualização do documento também leva em conta a escuta de muitos jovens de diferentes realidades. “11.498 jovens e adolescentes de todo o Brasil. E isso foi base com os resultados da pesquisa, foi base. Formamos a comissão de redação e começamos a elaborar”, afirmou Dom Vilsom. 

Para ele, a evangelização nas redes sociais precisa caminhar em sintonia com a vida em comunidade. “Vai dizer o documento que é a comunidade que tem a missão de formar os jovens, acolhê-los, mostrar a beleza da sinodalidade, da comunhão e a iniciação à vida cristã, que é uma resposta nova que a atualização traz”, continuou o bispo.

Durante a coletiva, o cardeal Paulo César Costa, arcebispo de Brasília, falou sobre os 200 anos das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé, com especial destaque para as contribuições efetivas entre a Igreja Católica e o Estado Brasileiro. “A Igreja contribuiu também a nível de obras. Se nós olharmos a quantidade de hospitais, a quantidade de universidades, de escolas, de obras sociais que são sobre o domínio da Igreja, nós podemos seguramente dizer que as sociedades brasileiras seriam um pouco mais pobre se não fosse a presença da Igreja Católica”, reforçou ele. 

Ele também destacou o verdadeiro sentido do estado laico na sociedade. “A verdadeira laicidade do Estado é aquela onde o Estado protege as religiões, onde o Estado dá condições para que as religiões possam exercer suas atividades educativas, suas atividades sociais, suas atividades religiosas, suas obras sociais com liberdade”, constou o arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa.

Uma Igreja comprometida com o diálogo, a escuta e a presença ativa na sociedade contemporânea.

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