Proximidade

Papa visita hospital psiquiátrico na Guiné Equatorial

Nesse primeiro dia de visita ao país, Papa quis se fazer próximo aos pacientes do hospital psiquiátrico que acolheu sua visita com alegria

Da Redação, com Vatican News

Leão XIV em sua visita ao hospital psiquiátrico “Jean Pierre Olie” / Foto: Reprodução Vatican Media

O Papa Leão XIV concluiu seu primeiro dia de atividades públicas na Guiné Equatorial visitando o Hospital Psiquiátrico “Jean Pierre Olie” em Malabo nesta terça-feira, 21. A visita papal foi recebida com alegria e vivida com momentos de cantos e danças de boas-vindas. Além da saudação do diretor do hospital, teve lugar o testemunho comovente de um paciente e a poesia de um ex-paciente, seguida da saudação de Leão XIV.

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O Pontífice disse experimentar um duplo sentimento sempre que visita um hospital: por um lado, sofre com as pessoas internadas e seus familiares; por outro, fica admirado e reconfortado por tudo o que ali se faz diariamente para servir a vida humana.

“Também aqui me acontece o mesmo, mas hoje em mim, e espero que também em todos vós, prevalece a alegria: a alegria de nos encontrarmos em nome do Senhor e do cuidado pelos que vivem numa condição de fragilidade.”

“Deus nos ama como somos”

Leão XIV destacou algumas palavras do diretor do hospital: “Uma sociedade verdadeiramente grande não é aquela que esconde as suas fraquezas, mas aquela que as envolve de amor”. Este é, segundo o Papa, um princípio de civilização que tem raízes cristãs, pois foi Cristo quem, na história da humanidade, libertou a doença da maldição e lhe devolveu plena dignidade.

Uma casa de saúde como esta, com a ajuda de Deus e com o empenho de todos, pode tornar-se um sinal da civilização do amor, frisou o Pontífice. Ele citou a fala precedente de um paciente, Pedro Celestino Nzerem Cose, que lhe agradeceu por “por nos amar assim como somos”.

“Sim, Deus ama-nos tal como somos. Na verdade, só Deus nos ama verdadeiramente tal como somos. Não para que permaneçamos assim! Não, Deus não nos quer para sempre doentes; Ele quer curar-nos! Vemos isso inúmeras vezes no Evangelho: Jesus veio para nos amar do jeito que somos, não para nos deixar assim, mas sim para cuidar de nós!”.

O Pontífice acrescentou que um hospital, especialmente se tem uma inspiração cristã, é precisamente um lugar onde a pessoa é acolhida tal como é, respeitada na sua fragilidade, mas para a ajudar a sentir-se melhor, numa visão integral. Com este objetivo, a dimensão espiritual é essencial, disse o Papa, agradecendo ao senhor Tarcisio pelo seu poema.

“Gostaria de dizer que, num ambiente como este, se escrevem todos os dias tantos “poemas” escondidos, não com palavras, mas com pequenos gestos, com sentimentos, com atenções nas relações entre vós. É um poema que só Deus sabe ler plenamente e que consola o Coração misericordioso de Cristo.”

Por fim, o Papa pediu aos presentes que transmitam sua proximidade a todos os doentes do hospital, particularmente aos mais graves e mais sós. “A cada um de vós, doentes, profissionais de saúde e demais funcionários, concedo de coração a minha bênção, confiando-vos à proteção de Maria, Saúde dos Enfermos.”

Antes de deixar o hospital, Leão XIV visitou a exposição de obras realizadas pelos pacientes.

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