Com mais de 30 frentes de missão, Comunidade Canção Nova está presente em diferentes realidades culturais e eclesiais; missionários relatam experiências no Brasil e no mundo
Julia Beck
Da Redação

Imagens mostram celebrações e momentos de evangelização da Canção Nova: fiéis reunidos em igrejas, missas com sacerdotes, missionários em diferentes países, oração com imposição de mãos e grande assembleia com velas acesas / Fotos: Canção Nova
No contexto da Assembleia Geral da Comunidade Canção Nova, que será realizada de 24 de abril a 3 de maio, conhecer as frentes de missão espalhadas pelo Brasil e pelo mundo é também mergulhar na vivência concreta do carisma em diferentes realidades culturais e eclesiais.
Atualmente, a Canção Nova possui mais de 30 frentes de missão. Ela está presente em países como Portugal, Itália e Israel, além de diversas cidades brasileiras. Em cada lugar, a missão assume características próprias, respeitando a cultura local, sem perder a essência: evangelizar por meio dos meios de comunicação e da experiência com Deus.
Missão internacional: evangelizar com identidade local

Roger Ferrari /Foto: Arquivo Pessoal
Na Europa, a frente de missão de Fátima, em Portugal, destaca-se como a maior da comunidade fora do Brasil. O missionário responsável pela missão, Roger Ferrari, explica que a atuação acontece em profunda sintonia com a Igreja local e com forte presença nos meios de comunicação.
“Aqui temos uma TV e uma rádio com programação própria, pensada para o público português. Não é uma simples reprodução do conteúdo do Brasil, mas uma adaptação do carisma à realidade local”, afirma.
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Além das transmissões diárias do Santuário de Fátima, a missão também promove eventos e atividades em paróquias de diversas regiões do país. A boa relação com a diocese e com o Santuário fortalece ainda mais a presença evangelizadora.
Outro aspecto que marca essa frente de missão é a presença das famílias. “Temos muitas famílias na missão, e isso enriquece tanto a comunidade quanto a evangelização”, destaca Roger.
Entre os desafios, estão a manutenção financeira — com campanha própria — e a necessidade de expansão dos espaços, diante do crescimento da missão.
No Brasil, presença consolidada e desafios atuais
Em Aracaju (SE), a Canção Nova está prestes a completar três décadas de missão. A presença na cidade começou com a implantação da geradora da TV Canção Nova, em 1997, e, desde então, tornou-se referência de evangelização na região.

Emanuel Stenio / Foto: Arquivo pessoal
O missionário responsável pela missão, Emanuel Stênio, ressalta a forte comunhão com a Igreja local e o alcance do trabalho realizado. “Temos uma presença muito respeitada, com programas locais, participação do bispo e grande adesão do povo. Nossos eventos reúnem milhares de pessoas, inclusive de estados vizinhos”, afirma.
A programação inclui missas, grupos de oração, atendimentos espirituais e eventos mensais, além da produção de conteúdos transmitidos para todo o Brasil.
Apesar dos frutos colhidos ao longo dos anos, os desafios acompanham as exigências do tempo atual. “Precisamos atualizar nossos equipamentos e investir na formação de pessoas, além de lidar com a realidade financeira, que impacta diretamente a missão”, explica.
Evangelização que percorre regiões inteiras
Já em Gravatá (PE), a missão se caracteriza pela forte presença itinerante. Segundo o padre Rafael Vitto, que conduz a frente missão local, a atuação vai além da cidade e alcança diversas regiões de Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
“A nossa missão é muito vasta. Atuamos em várias dioceses, com missas, grupos de oração e presença nas paróquias”, conta.
Entre as principais expressões do carisma estão os acampamentos de oração e a rádio, que possui grande alcance regional. Ao mesmo tempo, a missão busca dialogar com a cultura local como caminho de evangelização.

Padre Rafael Vitto / Foto: Bruno Marques
“É preciso entrar na cultura do povo. Aqui, por exemplo, o povo é muito festivo. Por isso, buscamos também evangelizar por meio de momentos celebrativos, como eventos e iniciativas inspiradas no São João”, explica o sacerdote.
Um dos principais desafios é formar um público mais constante no dia a dia da missão, já que muitos fiéis participam principalmente dos grandes eventos.
Um só corpo, uma mesma missão
Mesmo com realidades distintas, todas as frentes de missão partilham da mesma identidade. A vivência do carisma passa pela unidade com toda a comunidade e pela comunhão com as decisões da Assembleia Geral.
“Não estamos isolados. Somos parte de um corpo, e tudo o que é decidido impacta diretamente nossa missão”, afirma Emanuel.
Em Fátima, a preparação para a Assembleia tem sido vivida com intensidade espiritual. “É um tempo importante de discernimento. Estamos em oração para que Deus conduza esse novo tempo da comunidade”, conclui Roger.




