Ao deixar Castel Gandolfo, Leão XIV reforça, diante dos jornalistas, o apelo pela paz no mundo e manifesta o desejo de uma trégua para a Páscoa
Da Redação, com Vatican News

Papa fala à imprensa durante encontro com jornalistas em Castel Gandolfo/ Foto: REUTERS/Remo Casilli
“Soube que o presidente Donald Trump declarou recentemente que gostaria de pôr fim à guerra. Espero que esteja, de fato, buscando uma saída. Espero que procure uma forma de reduzir a violência e os bombardeios, o que seria uma contribuição significativa para conter o ódio que vem sendo gerado e que cresce constantemente no Oriente Médio e em outras regiões do mundo.”
A declaração do Papa Leão XIV foi feita na noite desta terça-feira, 31, ao deixar Castel Gandolfo, a poucos dias da celebração da Páscoa.
Aos jornalistas reunidos do lado de fora da Villa Barberini, o Pontífice dirigiu-se aos líderes mundiais com um apelo: “Voltem à mesa de negociações, dialoguem. Busquemos soluções para os problemas, caminhos para reduzir a violência que promovemos, para que a paz, especialmente na Páscoa, reine em nossos corações.”
Páscoa, tempo de paz
Segundo o Santo Padre, a Páscoa deveria ser o tempo mais santo e sagrado do ano, marcado pela paz e pela reflexão. No entanto, lamentou que, em diversas partes do mundo, ainda prevaleçam o sofrimento e a morte, inclusive de crianças inocentes.
“Fazemos continuamente apelos pela paz, mas, infelizmente, há quem insista em promover o ódio, a violência e a guerra”, afirmou. Ele pediu que todos, especialmente os cristãos, vivam este tempo reconhecendo que Cristo continua crucificado hoje, presente no sofrimento dos inocentes — sobretudo daqueles atingidos pela violência e pelos conflitos.
O Papa também pediu orações pelas vítimas da guerra, para que surja uma paz nova e renovada, capaz de gerar vida para todos. Questionado por jornalistas, manifestou ainda o desejo de que haja ao menos uma trégua nos conflitos durante a Páscoa.
Cruz da Via-Sacra
O Santo Padre também comentou a decisão, anunciada nesta terça-feira, de que ele próprio carregará a cruz nas 14 estações da Via-Sacra da Sexta-Feira Santa, no Coliseu. Segundo o Pontífice, o gesto terá um forte significado simbólico.
“Será um sinal importante, pelo que o Papa representa: um líder espiritual no mundo de hoje, uma voz que recorda que Cristo ainda sofre. E eu levo todos esses sofrimentos em minhas orações”, declarou.
Na sequência, Leão XIV voltou a dirigir um apelo a todas as pessoas de boa vontade e de fé, convidando-as a caminhar com Cristo, que sofreu pela humanidade para trazer a salvação, e a se tornarem também portadoras da paz.
Viagem à Espanha
Antes de cumprimentar o grupo de fiéis presentes — entre eles o prefeito da cidade de Albano —, o Papa foi questionado sobre suas expectativas para a viagem à Espanha, prevista para junho.
“Fé, muito amor, hospitalidade e uma acolhida calorosa”, respondeu.
“Visito a Espanha há mais de 40 anos e sempre encontrei um povo de grande fé e boa vontade”, afirmou Papa Leão XIV, expressando o desejo de que esses valores também marquem a próxima visita.




