Na Audiência Geral desta quarta-feira, 11, Leão XIV deu sequência a ciclo de reflexões sobre a Dei Verbum e destacou relação da Palavra de Deus com a Igreja
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV na Audiência Geral desta quarta-feira, 11 / Foto: Reuters/Remo Casilli
O Papa Leão XIV deu continuidade, na Audiência Geral desta quarta-feira, 11, ao ciclo de catequeses sobre o Concílio Vaticano II, debruçando-se, primeiramente, sobre a constituição dogmática Dei Verbum. Diante dos fiéis reunidos na Sala Paulo VI, ele refletiu sobre a ligação entre a Palavra de Deus e a Igreja.
Segundo o Pontífice, a Igreja é o lugar próprio da Sagrada Escritura. “Sob a inspiração do Espírito Santo, a Bíblia nasceu do povo de Deus e é destinada ao povo de Deus”, destacou. “Na comunidade cristã, por assim dizer, tem o seu habitat: na vida e na fé da Igreja, encontra o espaço para revelar o seu sentido e manifestar a sua força”, acrescentou.
O Santo Padre frisou que a Igreja nunca deixa de refletir sobre o valor da Sagrada Escritura e recordou, como exemplo, a Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos de 2008, cujo tema foi “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja”. É na comunidade eclesial, pontuou, que a Escritura encontra o contexto necessário para alcançar o seu objetivo de abrir o homem ao diálogo com Deus.
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Comunhão com Deus
Leão XIV citou São Jerônimo, que afirmava: “a ignorância da Escritura é, de fato, a ignorância de Cristo”. Segundo o Papa, tal expressão lembra que o propósito da leitura e da meditação da Palavra de Deus é levar o homem a conhecer Jesus e, por meio Dele, entrar em comunhão com Deus.
“A Sagrada Escritura, confiada à Igreja, por ela guardada e explicada, desempenha um papel ativo: com efeito, com a sua eficácia e poder, dá sustento e força à comunidade cristã. Todos os fiéis são chamados a beber desta fonte, sobretudo na celebração da Eucaristia e dos outros Sacramentos”, declarou o Papa.
Ele salientou que o amor pela Sagrada Escritura e a familiaridade com ela devem guiar aqueles que exercem o ministério da Palavra, como bispos, sacerdotes, diáconos e catequistas. “O trabalho dos exegetas e dos que praticam a ciência bíblica é precioso; e a Escritura ocupa um lugar central na teologia, que encontra o seu fundamento e a sua alma na Palavra de Deus”, frisou.
Sustento na fé e impulso à missão
O que a Igreja deseja ardentemente, enfatizou o Pontífice, é que a Palavra de Deus chegue a cada membro e alimente sua caminhada de fé. Por outro lado, a Escritura também impele a Igreja para além de si mesmo, abrindo-a à missão de chegar a todos.
“De fato, vivemos rodeados de tantas palavras, mas quantas delas são vazias! Por vezes, ouvimos até palavras sábias que, no entanto, não tocam o nosso destino final. A Palavra de Deus, pelo contrário, sacia a nossa sede de sentido, de verdade sobre as nossas vidas. É a única Palavra que é sempre nova: revelando-nos o mistério de Deus, é inesgotável, nunca deixa de oferecer as suas riquezas”, afirmou.
O Santo Padre concluiu sua reflexão indicando que, na vida na Igreja, aprende-se que a Sagrada Escritura está totalmente relacionada a Jesus. “Cristo é o Verbo vivo do Pai, o Verbo de Deus feito carne. Toda a Escritura proclama a sua Pessoa e a sua presença salvadora, para cada um de nós e para toda a humanidade. Abramos, pois, os nossos corações e mentes para acolher este dom, na escola de Maria, Mãe da Igreja”, finalizou.




