APELO

Papa pede compromisso renovado com o desarmamento nuclear

O Bispo de Roma pediu que autoridades mundiais renovem seu compromisso contra a proliferação de armas nucleares, uma vez que o Tratado Novo START está prestes a expirar

Da redação, com Vatican News

Durante a Audiênci Geral desta quarta-feira, 4, o Papa Leão XIV recordou a importância do desarmamento nuclear / Foto: Reprodução Reuters

Após a Audiência Geral desta quarta-feira, 4, o Papa Leão fez um apelo à comunidade internacional para que renovem seu comprometimento com o desarmamento nuclear, especialmente após o tratado conhecido como New START, assinado em 2010 pelos presidentes dos Estados Unidos e da Federação Russa, estar prestes a vencer.

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“Enquanto renovo o encorajamento de todos os esforços construtivos a favor do desarmamento e da confiança recíproca, dirijo um apelo urgente a fim de que não se renuncie a este instrumento sem procurar garantir-lhe uma continuidade concreta e eficaz”, disse o Sucessor de Pedro. “A situação atual exige que se faça tudo o que for possível para impedir uma nova corrida aos armamentos, que ameaça ainda mais a paz entre as nações. É mais urgente do que nunca substituir a lógica do medo e da desconfiança por uma ética compartilhada, capaz de orientar as escolhas para o bem comum e de fazer da paz um legado salvaguardado por todos”, acrescentou.

Apelo do Papa pede para limitar a proliferação nuclear / Foto: Reprodução Reuters

O que é o Novo START?

O apelo do Papa para limitar a proliferação nuclear surge num momento em que especialistas expressam preocupação com o fato de o fim do Novo START poder conduzir a uma perigosa e dispendiosa corrida armamentista entre as maiores potências nucleares do mundo.

O Novo START (Novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas), inicialmente acordado em 2010 e prorrogado por cinco anos em 2021, limitou os arsenais de armas nucleares estratégicas implantados pelos Estados Unidos e pela Rússia. O tratado define sistemas de armas nucleares estratégicas como aqueles que têm “alcance intercontinental”.

O Tratado limitou o número de armas nucleares estratégicas dos Estados Unidos e da Rússia. Também exigiu inspeções regulares, com pouco aviso prévio, no local, e a troca de dados semestral entre os dois países.

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