No Angelus, o Papa refletiu sobre o início do ministério público de Jesus, exortando os cristãos a não se deixarem paralisar pelo medo ou circunstâncias desfavoráveis
Da redação, com Vatican News

A confiança no tempo de Deus e no Evangelho são essenciais, afirma Leão XIV / Foto: Hans Lucas – Reuters
Em sua mensagem do Angelus neste domingo, 25, o Papa Leão XIV refletiu sobre o início do ministério público de Jesus, exortando os fiéis a não se deixarem paralisar pelo medo, pela hesitação ou por circunstâncias desfavoráveis, mas a confiarem no tempo de Deus e a levarem o Evangelho a todos os contextos da vida humana.
Baseando-se na passagem do Evangelho que narra o chamado dos primeiros discípulos, o Papa convidou os fiéis a refletirem sobre duas questões: quando Jesus começou a pregar e onde escolheu fazê-lo.
Confiar no tempo de Deus
“O Evangelho nos diz que Jesus começou a pregar ‘quando soube que João havia sido preso’”, observou o Papa, salientando que parecia ser “um momento inoportuno”, marcado pela incerteza e pela tensão. Contudo, enfatizou, foi precisamente “nessa situação sombria que Jesus começou a trazer a luz da Boa Nova: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.
O Papa Leão disse que esse detalhe se relaciona diretamente com a experiência dos fiéis hoje. “Em nossas vidas, tanto individualmente quanto como Igreja, lutas interiores ou circunstâncias que consideramos desfavoráveis podem nos levar a crer que não é o momento certo para proclamar o Evangelho, tomar uma decisão, fazer uma escolha ou mudar uma situação”, disse ele.
Essa hesitação, alertou, corre o risco de levar à paralisia: “Dessa forma, porém, corremos o risco de ficar paralisados pela indecisão ou aprisionados pelo excesso de prudência, enquanto o Evangelho nos chama a ousar confiar”. Ele lembrou aos fiéis que “Deus está agindo em todos os momentos; cada momento é ‘o tempo de Deus’, mesmo quando não nos sentimos preparados ou quando a situação parece desfavorável”.
Uma missão sem fronteiras
Voltando-se para o lugar onde Jesus iniciou seu ministério, o Papa Leão XIII destacou a importância de Cafarnaum, na Galileia, uma região marcada pelo comércio, pela diversidade cultural e pela pluralidade religiosa.
Ao se estabelecer ali, disse ele, Jesus mostrou que sua missão não se limitava a fronteiras estreitas. A Galileia era “uma região multicultural, atravessada por pessoas de diversas origens e afiliações religiosas”, revelando um Messias que “transcende as fronteiras de sua própria terra para proclamar um Deus que se aproxima de todos”.
“Ele é um Deus que não exclui ninguém”, explicou o Papa, “e que não vem apenas para os ‘puros’, mas entra plenamente na complexidade das situações e relações humanas”.
Superando o isolamento
Nessa perspectiva, o Papa Leão XIV chamou os cristãos a resistirem à tentação do isolamento. “O Evangelho deve ser proclamado e vivido em todos os contextos”, disse ele, “servindo como fermento de fraternidade e paz entre todos os indivíduos, culturas, religiões e povos”.
Seguindo com alegria
Concluindo sua reflexão, o Papa encorajou os fiéis a responderem generosamente ao chamado do Senhor. “Como os primeiros discípulos, somos chamados a acolher com alegria o convite do Senhor”, disse ele, confiando que “todo tempo e todo lugar em nossas vidas são permeados por sua presença e seu amor”.




