O Irã é alvo de resoluções da 3ª Comissão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) por violação de direitos humanos. As resoluções foram aprovadas nesta quinta-feira, 19, por decisão da maioria, mas o Brasil se absteve no caso do Irã.
O documento final menciona denúncias de violação de direitos humanos no país, envolvendo acusações de tortura, amputações, apedrejamentos, desigualdades de gênero e violência contra a mulher.
O Itamaraty informou que o Brasil se absteve na votação porque é favorável à busca do diálogo e do entendimento com o Irã. Para o governo brasileiro, as resoluções da ONU não levam à solução. De acordo com a assessoria do Ministério das Relações Exteriores, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, o Irã se comprometeu a resolver as questões relativas ao respeito aos direitos humanos no país.
As resoluções aprovadas ontem têm peso de recomendações. A orientação é para que o governo iraniano busque alternativas que encerrem ações de discriminação e intolerância religiosa. A decisão das Nações Unidas ocorre no momento em que a Justiça do Irã examina a sentença de morte por enforcamento da viúva Sakineh Mohammadie Ashtiani, de 43 anos.
Acusada de infidelidade e participação na morte do marido, a viúva, que é mãe de dois filhos, passou a ser uma espécie de símbolo de protesto contra sentenças de morte no Irã. O caso foi revisto uma vez, pois a primeira sentença era de morte por apedrejamento, e agora aguarda decisão judicial. O assunto provoca reações no Brasil e no mundo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou contra a sentença de Sakineh e disse que ela poderia viver no Brasil. A presidenta eleita, Dilma Rousseff, também reagiu à condenação da viúva.
As resoluções sobre o Irã foram aprovadas por 80 votos a 44, com 57 abstenções, incluindo a do Brasil. O Canadá, com apoio dos Estados Unidos e da União Europeia, moveu a ação contra o Irã.
O Canadá, os Estados Unidos e os países que integram a União Europeia aprovaram, em junho no Conselho de Segurança da ONU, um pacote de sanções ao Irã, sob a alegação de que o programa nuclear desenvolvido no país esconde a produção de armas atômicas.
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