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Alerta

Tráfico de pessoas atinge mais de 40 milhões de vítimas

Cerca de 10 milhões são jovens com menos de 18 anos. Número de vítimas não diminuiu durante a pandemia

Da Redação, com Vatican News

O tráfico de pessoas é um drama que atinge 40 milhões de pessoas no mundo. E, de acordo com o Boletim da Seção para migrantes e refugiados do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral, os números não diminuíram durante a pandemia, pelo contrário, as medidas para conter o vírus dificultam ainda mais a proteção das vítimas.

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Entre eles, 10 milhões são jovens com menos de 18 anos e estima-se que uma em cada 20 crianças com menos de 8 anos seja vítima de exploração sexual. Só em 2019, foram registrados mais de 108 mil casos em 164 países ao redor do mundo, enquanto a Ásia e a África estão entre os continentes mais afetados.

O Lockdown evita que as vítimas escapem e peçam ajuda

A emergência sanitária provocada pelo coronavírus agravou ainda mais o problema. O Boletim, publicado em 18 de outubro, sublinha, de fato, que “o tráfico de seres humanos se agravou durante a crise da Covid-19, principalmente devido ao isolamento e às dificuldades econômicas”. Não só isso: como recordou Dom Janusz Urbańczyk, Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), “a atual pandemia de Covid-19 com os bloqueios e restrições impostos em muitos países , permitiu que os criminosos transformassem ainda mais o tráfico de pessoas em um negócio em constante crescimento na Internet ”, ao mesmo tempo em que reduz as chances de as vítimas escaparem e buscarem ajuda.

Números em crescimento

Na Itália a situação é igualmente dramática. Segundo os dados referentes a 2019, entre as 2.033 pessoas atendidas pelo sistema de combate ao tráfico, a forma de exploração mais difundida é a sexual (84,5%), com 86% de mulheres e meninas entre as vítimas. Além disso, uma em cada 12 vítimas tem menos de 18 anos, enquanto 5 % têm menos de 14.

A ameaça causada pelo Covid-19 não parou o mercado sexual, nem está a parar a procura de sexo pago nas ruas. Isso foi destacado pela Caritas Ambrosiana que, em 2020, interceptou 135 vítimas de tráfico forçadas à prostituição ao longo do anel viário no norte de Milão. E comparando os dados de 2020 com os de 2019, surge um quadro preocupante: em setembro de 2019, as mulheres atendidas na estrada pela Caritas Ambrosiana eram 52, enquanto 12 meses depois eram 45. Na prática: o número cresceu, o que significa que o coronavírus não inibiu a exploração sexual.

Um “mercado” que precisa ter fim

Segunda a Irmã Claudia Biondi, responsável, na Cáritas Ambrosiana, pela acolhida e auxílio a mulheres vítimas de violência, o chamado “mercado sexual” foi atingido apenas nos primeiros meses da pandemia, porém “o medo do contágio e as restrições diminuíram e, portanto, tudo esta mais ou menos como antes”, denuncia a religiosa.

Segundo Irmã Biondi, o problema do tráfico para exploração sexual se deve ao fato de haver uma demanda frequente por sexo pago. “Apesar dos apelos, das muitas conferências e seminários sobre o assunto, realmente não parece que as pessoas sejam capazes de se perguntar seriamente e profundamente sobre o que significa prostituição”, afirma.

Para a religiosa, cabe sobretudo lançar um apelo, um questionamento aos que alimentam esse “mercado” pois, “comprar sexo por um preço significa comprar o corpo de uma mulher, significa ser conivente com uma exploração dirigida por organizações criminosas, significa ignorar que essas mulheres são pessoas e, portanto, têm uma dignidade como a de qualquer outra pessoa. Portanto, não é possível tratá-los como uma mercadoria e um corpo a ser usado, mas como pessoas”, conclui.

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