Testemunho diário é fortalecido pela intercessão do patrono das famílias
Na terceira e última reportagem da série sobre a vida e legado de São José, você vai acompanhar a história de homens distintos que compartilham a devoção ao patrono da Igreja. No exemplo do santo, buscam ser sustento para seus lares e fortaleza diante das dificuldades.
Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini
José e seus devotos, relação íntima de fé e cumplicidade. “O meu encontro com José é na alma, é no coração, não é nas palavras, não é nas atitudes”, disse o missionário da Comunidade Canção Nova, Paulo Sérgio Eleutério.
Em palavras simples, a descrição de um amor que protege e impulsiona a alma para a santidade. “Ele é protetor, é o provedor e é fiel”, falou o funcionário público, Diego Filgueiras.
Homem que correspondia à vontade de Deus com suas atitudes concretas de amor. “Quando teve que aceitar Maria, quando teve que fugir para o Egito, quando teve que voltar do Egito, ou seja, São José foi o homem do silêncio que soube escutar a Deus. E escutar a Deus é isso, é você se colocar nessa presença e saber o que Deus espera de mim nesta situação”, afirmou o missionário da Comunidade Canção Nova, padre Toninho.
São José também é conhecido como terror dos demônios. Em tempos onde a família é constantemente atacada, é defensor fiel contra o mal, exemplo de firmeza que conduz os seus com coragem e fé. “Porque o projeto do inimigo é esse, é destruir a família.
Mas olhando para José, olhando pra Sagrada Família, eu preciso sim proteger minha casa de tudo aquilo que não vem de Deus, seja fisicamente, mas também protegendo espiritualmente”, apontou Diego.
Castíssimo, fortíssimo, prudentíssimo. Virtudes do pai adotivo de Jesus a serem semeadas no coração dos homens como fonte de mudança e modelo para uma vida justa. “A sociedade seria diferente, os pais seriam diferentes, a família seria aquilo que São João Paulo II frisou, ‘Santuário da Vida’. São José foi aquele que guardou, é o guardião da família”, reforçou padre Toninho.
Em meio às dificuldades que a vida impõe, é o amor que tudo supera. É olhando para os percalços vividos por José e Maria que Paulo e Edivânia mantém firmes a esperança no caminho do Senhor, sabendo que no fim todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
“Quando nós tivemos 21 anos casados, o AVC isquêmico visitou, a família, que não é só a Edivânia. Não gosto de sofrer, nem a Edivânia, mas nós podemos juntos, olhando pro exemplo da Sagrada Família e eu como homem de São José, eu creio que ela, é como Nossa senhora, essa referência de servir a Jesus, servir a Deus, como família”, compartilhou Paulo Sérgio.
Nos olhos marejados pela emoção, gratidão de quem sabe que no céu há um intercessor fiel zelando por sua família. “Me leva pelas mãos. São José é aquele que direciona meu ser homem, meu ser esposo, meu ser pai, meu ser missionário”, expressou ele.
Nesses três episódios, vimos o São José trabalhador, pai e fortaleza do lar. No legado do patrono da Igreja, ações concretas que conduzem seus fiéis a seu Filho. Um testemunho silencioso, mas poderoso, de quem ensina que a santidade se constrói no dia a dia com fidelidade, coragem e amor.




