Pandemia

Bispos da Costa do Marfim pedem segurança para trabalhadores

Conferência Episcopal pede que a Secretaria de Educação Católica do país ajude a manter os empregos em tempos de pandemia

Da redação, com Vatican News

Dom Ignatius Kaigama ao lado da chanceler alemã, Angela Merkel / Foto: REUTERS-Bundesregierung-Jesco Denzel

A pandemia causada pelo coronavírus causou aflição e queda na economia em todo o mundo. À medida que empresas, empregadores e até países continuam se adaptando a esses tempos difíceis, milhões de trabalhadores em todo o mundo sentem-se cada vez mais ameaçados.

À luz deste fato, a Conferência Episcopal da Costa do Marfim pediu à Secretaria de Educação Católica que ajude a manter os empregos e salários dos trabalhadores. O pedido foi feito por meio de um comunicado oficial.

O apelo dos Bispos é seguido por outro feito pelo Presidente da Conferência Episcopal Regional da África Ocidental (RECOWA-CERAO, na sigla em inglês), Dom Ignatius Kaigama, que pediu aos governos da África que garantam o pagamento dos salários dos trabalhadores para aliviar sofrimento desses que estão em meio à pandemia de coronavírus.

Preocupados

Os bispos se viram preocupados com a perda de empregos ou a redução salarial daqueles que continuam a trabalhar, pois isso causaria sofrimento às suas famílias. Por essa razão, o pedido à Secretaria de Educação Católica para que dessem prioridade ao pagamento dos salários atrasados. Além disto, pediram à Secretaria que entrasse em negociação com os funcionários em caso de dificuldades financeiras.

O prelado da Costa do Marfim também indicou sua proximidade com os responsáveis pela educação católica no país. Os Bispos pediram que os professores das escolas católicas permanecessem à disposição de seus empregadores para possíveis solicitações profissionais e “mostrassem entendimento e espírito de sacrifício nas negociações” com eles. Os bispos também pedem que os cristãos “se unam em oração para um rápido fim da pandemia”.

Todas as escolas e universidades foram fechadas na Costa do Marfim desde o dia 17 de março. Essa foi uma das treze medidas tomadas pelo governo para impedir que o coronavírus se espalhasse. O governo também impôs o isolamento social em Abidjan, capital do país da África Ocidental.

O fechamento das escolas no país foi sentido pelas escolas de orientação católica, já que muitas delas foram colocadas em dificuldades financeiras.
Até o momento, a Costa do Marfim registrou 1.150 casos de Covid-19, 14 mortes relacionadas à doença e 468 pacientes que se recuperaram da doença. Ao todo, na África, 31 mil pessoas foram infectadas.

 

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