Rede Europeia e Norte-americana das principais Organizações Católicas para o Desenvolvimento da Igreja fez apelo aos líderes das finanças do G-20
Da redação, com Vatican News
Fim das dívidas dos países pobres e apoio financeiro para saírem da crise da Covid-19. É o apelo da Rede Europeia e Norte-americana das principais Organizações Católicas para o Desenvolvimento da Igreja (CIDSE).
O pedido foi realizado por ocasião do encontro dos Ministros das Finanças e Governadores dos Bancos Centrais do G-20. A reunião ocorreu nesta sexta-feira, 26, de modo virtual, sob a presidência italiana.
Efeitos sociais da pandemia
“Além da trágica perda de vidas humanas Covid-19 levou ao colapso os sistemas de saúde de muitos países pobres. Isso deixou milhões de pessoas sem empregos e meios de subsistência e aniquilando as economias”. Foi o que pontuou a CIDSE.
A pandemia, segundo as organizações católicas, agravou as desigualdades existentes. “Por isso, as Nações mais ricas devem usar seu poder dominante para garantir o acesso às vacinas. Além de sustentar a sua retomada econômica, para além das mudanças climáticas”.
Dívida, economia e necessidades dos mais vulneráveis
Ao recordar as palavras do Papa Francisco, pronunciadas no início da pandemia em 2020, a Rede das Organizações Católicas reiterou “a prioridade imediata, para todos os países, de salvar vidas e sustentar os meios de subsistência”.
O meio mais rápido para atingir este objetivo é o fim das dívidas dos países pobres, defendeu a CIDSE. A longo prazo são necessários uma reestruturação permanente da dívida. Outra urgência são os novos financiamentos para reconstruir as sociedades e as economias.
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Segundo a Rede, é preciso prioridade às exigências dos mais pobres e vulneráveis. O cuidado da Casa comum e a crise climática também foram sublinhados.
Respondendo à crise com a solidariedade
A Rede apela aos Ministros das Finanças do G-20 para que respondam à crise com cooperação global, solidariedade e liderança.
Trata-se, concretamente, de pôr à disposição uma nova e significativa concessão de 3 trilhões de Direitos de Saques Especiais (DSP), por parte do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que os países possam se recuperar da pandemia do Covid-19.
A CIDSE citou ainda o prolongamento moratória da dívida, através da Iniciativa de Suspensão do Serviço da Dívida (DSSI). O pedido é por um período mais longo, de pelo menos 4 anos, aos países mais vulneráveis, sobretudo os que arcam com as mudanças climáticas.
Segundo a Rede das Organizações católicas, “os credores privados, que continuam a receber pagamentos dos países, que lutam para suprir as necessidades de seus cidadãos, deveriam ser obrigados a participar de todas as reestruturações e reduções da dívida”.
Por fim, “devem sustentar os mecanismos de ressarcimento das dívidas, permitindo uma restauração oportuna, completa e justa, de todos os países que arcam com uma dívida insustentável”.