MIGRANTES E REFUGIADOS

No Mediterrâneo, 53 migrantes perdem a vida, incluindo dois bebês

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) divulga dados sobre o número de migrantes mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo desde o início do ano

Da redação, com Vatican News

Barco lotado com migrantes naufraga nas proximidades da Grécia / Foto: Reprodução Reuters – Guarda Costeira

Apenas duas mulheres nigerianas foram resgatadas por equipes de busca e salvamento líbias. Uma delas disse ter perdido o marido na tragédia, e a outra, dois bebês. Elas relataram que o bote inflável virou perto da cidade costeira líbia de Zuwara apenas seis horas após a partida e começou a afundar imediatamente.

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Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) mostram que, somente em janeiro, pelo menos 375 migrantes foram dados como mortos ou desaparecidos após múltiplos naufrágios “invisíveis” no Mediterrâneo Central em meio a condições climáticas extremas, e acredita-se que centenas de outras mortes não foram registradas.

Esses incidentes repetidos destacam os riscos persistentes e mortais enfrentados por migrantes e refugiados que tentam a perigosa travessia.

A agência da ONU também afirmou que mais de 1300 migrantes desapareceram no Mediterrâneo Central em 2025 e que “o incidente mais recente eleva o número de migrantes dados como mortos ou desaparecidos na rota desde o início deste ano para pelo menos 484”.

A região costeira da Líbia é uma das principais rotas de trânsito para migrantes que fogem de conflitos e da pobreza rumo à Europa. É uma jornada repleta de perigos através do deserto e do Mar Mediterrâneo.

Papa: Migrantes são irmãos e irmãs

Em uma mensagem em vídeo em setembro, o Papa Leão XIV agradeceu às pessoas e às infraestruturas da ilha de Lampedusa, onde muitos barcos de migrantes encontram porto, pelos seus gestos de hospitalidade para com os migrantes, como exemplo de um património cultural imaterial que deve ser protegido.

Os migrantes não são inimigos — disse ele — apenas irmãos e irmãs, e os cristãos devem continuar a insistir que não há justiça sem compaixão, nem legitimidade sem ouvir a dor dos outros.

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