MISERICÓRDIA

Igreja oferece Indulgências Plenárias em Ano Jubilar Franciscano

Jubileu reforça chamado à simplicidade e à proximidade com Deus

Oito séculos depois da morte de Francisco de Assis, a Igreja vive o Ano Jubilar Franciscano, tempo de misericórdia e indulgência plenária. Em Belo Horizonte (MG), a abertura reuniu fiéis em celebração ao santo.

Reportagem de Vanessa Anicio e Vitor Ferreira

O Ano Jubilar Franciscano começou em janeiro e segue até 2027. Neste período, os fiéis são convidados a recordar o testemunho de São Francisco, marcado pela simplicidade, busca da paz e o amor a Deus e aos irmãos.

“Foi isso que tocou o coração de Francisco a viver a radicalidade do Evangelho, onde ele dizia aos seus confrades: ‘O Evangelho não é para ser interpretado, o Evangelho é para ser vivido’. E isso consiste numa pobreza evangélica, um desapego das coisas do mundo, um desapego dos bens materiais para amar todos sem distinção, como nosso Salvador e Redentor”, contou da Arquidiocese de Belo Horizonte, padre Felipe Carvalho.

Além do convite à espiritualidade, a Igreja oferece aos fiéis a possibilidade de receber a indulgência plenária, que representa a remissão das penas temporais dos pecados já perdoados na confissão. “Quando nós pecamos tem a culpa e ela é perdoada, quando confessamos, mas também tem aqui ligado ao pecado, os resquícios, a imperfeição, a desordem que causa. E é essa que a indulgência é dada justamente para nos arrumar por dentro”, reforçou o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, Dom José Otácio Oliveira Guedes. 

A indulgência plenária oferecida pela igreja neste período reforça justamente essa oportunidade de recomeço espiritual acessível a todos que desejam se aproximar de Deus com sinceridade. 

Para receber essa graça, a igreja orienta que o fiel esteja disposto à conversão e cumpra algumas condições essenciais: a confissão sacramental, a participação na Eucaristia e a oração pelas intenções do Papa. Também é necessário participar das celebrações jubilares ou peregrinar até uma igreja dedicada a São Francisco. 

Para muitos fiéis, as indulgências são um caminho de aproximação com Deus. Consagrado da comunidade Canção Nova, José Laércio vive essa experiência também como forma de interceder por quem mais precisa. “Porque a gente tem que ser doador, ser um canal de benção na vida das pessoas. Então eu estou aqui para me apresentar a essas pessoas, sendo esse canal de bênção para as pessoas que me pedem oração”, afirmou o autônomo, José Laércio Leite.

“Quem experimenta este amor e a indulgência é a expressão do amor de Deus, a pessoa também se torna diferente. Porque a experiência do amor faz-nos também sermos capazes de amar”, concluiu Dom José.

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