Data fortalece vocações e testemunhos de entrega
Há quase três décadas, a Igreja reserva uma data especial para reconhecer quem transformou a própria vida em vocação. Instituído pelo então Papa João Paulo II, o Dia Mundial da Vida Consagrada celebra o compromisso de religiosos e religiosas com o serviço e a esperança.
Reportagem de Júlia Rezende e Ersomar Ribeiro
Seguindo os passos de seu fundador, padre Jonas Abib, a comunidade Canção Nova reafirma a cada do de fevereiro seu compromisso com Deus e com a igreja. “E essa data para nós é uma data comemorativa, onde nós celebramos a nossa vocação. Celebramos os primeiros que tiveram a coragem de dar o sim para Jesus através do desafio do padre Jonas. E celebramos também o nosso sim, porque um dia também nós deixamos tudo”, expressou o responsável pela Canção Nova de Brasília, padre Gevanildo Torres.
Em Brasília, a comunidade reúne cerca de 80 membros nos dois modos de vida: o núcleo, que é uma oferta com dedicação integral, e o Segundo Elo, formado por missionários que vivem o mesmo carisma, sem deixar sua casa e profissão para se consagrar a Deus.
Franciane acaba de chegar à capital federal, onde inicia o novo campo de missão. “O que mais me faz feliz é isso, ter a oportunidade, de ter sido chamada por Deus, investir a vida na evangelização, ter deixado tudo, mas ter encontrado tudo que é Ele e assim entregar, ofertar a minha vida por aqueles que Ele me confia”, testemunhou a missionária da Canção Nova de Brasília, Franciane Rosa Braz.
Em suas diversas expressões, a vida consagrada é um modo de total pertencimento ao Senhor e revela a própria vocação da Igreja. Leigos consagrados, sacerdotes, irmãs religiosas, frades e monges. Cada forma de vida manifesta a beleza de se dedicar inteiramente a Deus no serviço generoso ao próximo.
O Papa São João Paulo II escolheu a data por coincidir com a festa da apresentação do Senhor, que simboliza Cristo como a luz que ilumina as nações, um chamado para todos.
Esta irmã deixou a Espanha e com brilho no olhar e sorriso no rosto é testemunho de entrega à missão. “As cruzes, as dores, crises, problemas, sempre em todo tipo de entrega, em todo tipo de vida, de forma de vida. Eu vi de forma bem clara que me chamava para Ele, para seu serviço e estou feliz”, completou da Paróquia Nossa Senhora do Encontro com Deus em Brasília, irmã Maia Cruz Cordon.
Em cada rosto, o testemunho dos Atos dos Apóstolos. Há mais alegria em dar do que em receber.




