Festival desafiou peregrinos a levar a missão de evangelizar para o ordinário da vida
O Hallel chegou ao fim depois de quatro dias de música, oração e evangelização. Mas, por trás de cada atividade, existe uma multidão de pessoas que doa tempo, força e talento para que o encontro aconteça. Voluntários e peregrinos, que ajudam a manter viva, há quase 40 anos, essa obra que difunde vida e esperança para todo o Brasil.
Reportagem de Isaque Valle e Ederaldo Paulini
Hallel é louvor em movimento, espaço dinâmico onde cada uma das atividades paralelas com um objetivo, proclama a boa nova. Moção do Espírito Santo semeada no coração de tia Lolita há quase 40 anos para promover o encontro pessoal com a misericórdia de Deus. “Nós nem sabíamos que seria aquela visualização, mas era para falar de Jesus Cristo. E é o que nós temos feito em 39 anos. Onde estiver alguém falando de Hallel, tem que falar de Jesus Cristo, senão não é Hallel”, contou a fundadora do Hallel, tia Lolita.
Essa obra evangelizadora começada por tia Lolita, é construída por muitas pessoas. Gente que coloca a mão na massa e oferece seus trabalhos como oração viva a serviço do reino dos céus.
João Marcos serve na barraca do arroz do arado. Uma tarefa que exige força e pode até ser cansativa, mas o que o move é a felicidade em se doar com descrição e ajudar a fazer tudo isso acontecer. “Aqui a gente não percebe dor, não percebe canseira, mágoa, vai tudo embora. Essa turma é muito animada. Aqui a galera entrega o coração, entrega o amor na comida”, disse o voluntário, João Marcos Dutra Munhoz.
O que falar de dona Terezinha e seu João? 81 anos de idade, mais de três décadas vivendo intensamente o encontro e disposição incessante para servir. Não dá para falar de Hallel sem mencionar suas famosas fogaças. “Só uso camisa do Hallel. Eles falam para mim, ‘Você não tira camisa do Hallel?’. Meus filhos falam, eu adoro Hallel. É tudo na minha vida”, falou o voluntário, João da Silva. “Hallel é minha família, a equipe toda, tia Lolita. Eu me emociono de falar”, expressou a voluntária, Terezinha Rodrigues da Silva.
O encerramento do encontro transforma o trabalho de todos em legado e cada participante é convidado agora a ecoar em suas vidas a verdadeira essência do Hallel. “De agora para frente vem o caminho da perseverança, que é o exercício mais difícil. Vem o martírio branco, onde eu tenho que transformar o ordinário da minha vida em extraordinário”, ressaltou da Congregação da Copiosa Redenção, irmã Zélia.
“É exercitar de fato depois que nós sairmos daqui. E pros jovens só tem uma coisa para dizer. Se eles forem aquilo que Deus espera deles, eles colocarão fogo no mundo”, confirmou o religioso carmelita, frei Adener.
Missão aceita com sucesso pelos jovens para que cada pregação ouvida se torne atitude prática na vivência da fé. “Só viver como se o Hallel fosse todos os dias. Se trazer o Hallel pra sua casa, rezar o terço, procurar esse tipo de coisa, sempre vai estar te ajudando na sua caminhada de fé”, comentou o peregrino, Davi Carvalho.
“Tudo que acontece aqui a gente leva pra vida, continuar indo pra missa, continuar escutando coisas de Deus, e não continuar no caminho que a gente continuava, no caminho torto. Continuar no nosso caminho certinho”, afirmou a peregrina, Maria Camila Neves dos Santos.
E claro que não poderia faltar a presença da comunidade Canção Nova. Padre Adriano Zandoná subiu ao palco seguindo os passos de um apaixonado pelo Hallel, padre Jonas Abib. “Eu tô muito feliz de estar aqui. Tenho certeza que Deus está levantando uma nova geração a partir de eventos como esse. É muito singular, é muito especial”, concluiu o missionário da COmunidade Canção Nova.
Como último ato, o Senhor que passa no meio do povo, luzes, olhares, louvores ao Rei dos Reis. Todo um povo que olha para o Salvador e redescobre a promessa. “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”.




