Sacerdote da Canção Nova se apresentou em show e celebrou Missa nesta segunda-feira, 7, último dia do festival realizado em Franca (SP)
Gabriel Fontana
De Franca (SP)

Padre Adriano Zandoná iniciou sua participação no 39º Hallel com show / Foto: Reprodução Hallel no YouTube
O padre Adriano Zandoná, da Comunidade Canção Nova, celebrou a última Missa do 39º Hallel em Franca, no interior de São Paulo. O festival, que reuniu milhares de fiéis, foi encerrado nesta segunda-feira, 7.
O sacerdote iniciou sua participação com um show, animando os presentes no Parque de Exposições Fernando Costa. Em seguida, presidiu a celebração eucarística no palco central do festival.
Em sua homilia, padre Adriano Zandoná refletiu sobre a passagem do Evangelho em que Jesus cura um homem que tinha a mão seca (Lc 6,6-11). Ele indicou que muitas pessoas podem estar passando por um período de secura diferente, onde têm a fé, a esperança e o coração secos.
“O demônio não tem acesso à nossa mente, mas ele tenta com as sugestões, e elas vão vindo, secando a nossa fé”, afirmou o sacerdote. Neste contexto, recordou que Jesus não pôde fazer milagres na vida dos fariseus e dos seus conterrâneos de Nazaré, pois eles tinham seus corações endurecidos.
O coração calejado

Padre Adriano Zandoná falou sobre a cura que vem de Deus em sua homilia / Foto: Reprodução Hallel no YouTube
Padre Adriano Zandoná explicou que um coração duro é um coração calejado, que tem consciência do pecado, mas não sente mais dor diante das ofensas a Deus que comete.
O missionário da Canção Nova pontuou que o pecado contra o Espírito Santo consiste justamente em uma pessoa assumir, de forma deliberada, que não deseja ser salva por Deus. “Quando eu peco contra o Espírito Santo, eu impeço Deus de me salvar, porque Ele me ama tanto que respeita o meu livre-arbítrio”, frisou.
O sacerdote citou Santo Agostinho, que ensinava que todo pecado esconde uma promessa ilusória de felicidade. “O diabo quer te convencer que Deus não é suficiente para você, mas isso é mentira”, pontuou, salientando que “se Deus não te fizer feliz, pecado nenhum vai te fazer feliz”.
“Deus quer nos tocar para nos salvar”
Neste contexto, padre Adriano Zandoná ressaltou a importância da confissão. “Deixa Deus tocar no que dói, porque Jesus não se envergonha disso e quer te curar”, convidou. “Deus hoje quer tocar as dores e as feridas que a gente esconde, o pecado que a gente não confessa, não para nos humilhar, mas para nos salvar”, acrescentou.
O missionário indicou ainda que é importante conhecer as próprias fraquezas, pois isso leva o indivíduo a compreender melhor os irmãos em suas misérias. Ele sinalizou que cada um tem sua fraqueza e que é preciso que todos se ajudem mutuamente. “Quando você não faz o bem que você pode, você está fazendo o mal ativamente”, alertou.
Encerramento do 39º Hallel

39º Hallel foi encerrado com a Adoração ao Santíssimo Sacramento / Foto: Reprodução Hallel no YouTube
Após a Missa, a programação seguiu com o show da Fraternidade São João Paulo II. Em seguida, houve a Adoração de encerramento, conduzida pelo assessor eclesiástico do Hallel na Diocese de Franca, padre Célio Adriano, e que contou com a participação da tia Lolita, fundadora do festival. Ela anunciou o tema do 40º Hallel: “Eu sou o bom pastor e dou a minha vida pelas minhas ovelhas”.




