Álcool afeta a cognição do cérebro e potencializa doenças cardiovasculares
Reportagem de Sidinei Fernandes
Imagens de Adilson Cesar Rodrigues
Produção de Malu Sousa
Um estudo divulgado por uma renomada revista científica da Academia Americana de Neurologia, revelou que o consumo excessivo de álcool pode elevar o risco de rompimento de vasos cerebrais causando hemorragias. Essa condição é grave e pode ocorrer independentemente da quantidade de bebida consumida.
Uma dose pequena que parece inofensiva, mas com alto teor alcoólico. Em qualquer parte do país, alguém já teve conhecidos com problemas de saúde relacionados ao álcool. “Meu pai teve”, disse a cidadã. “Familiares, mas estão em tratamento, graças a Deus”, falou a entrevistada.
O Willian começou a beber ainda menor de idade. “Às vezes a gente acha que é uma coisinha simples, uma coisinha normal, só que às vezes a gente não se controla, não consegue ver realmente o que está acontecendo ao nosso redor”, contou o estoquista, Willian Silva Lins.
Mas é importante abrir o olho porque o passatempo regado à bebida pode custar muito caro. O consumo excessivo de álcool é um vilão no controle da pressão arterial.
A bebida aumenta o risco de hipertensão, principal agravante para um acidente vascular cerebral hemorrágico. E quando se trata de consumo de álcool, já é consenso entre os especialistas que não existe dose segura, principalmente quando a ingestão é diária.
“Os pacientes que fazem uso crônico do álcool, qual o que que acontece? Eles começam a ter uma atrofia cerebral. Eles têm um menor volume cerebral, eles têm uma menor reserva cerebral. Então o efeito do AVC hemorrágico é muito maior, tanto o poder do AVC propriamente dito, quanto a reserva funcional. Então o poder da sequela é muito maior. O poder da morte e da sequela é maior no indivíduo etilista crônico do que no indivíduo que não faz uso crônico do álcool”, apontou o neurocirurgião, Feres Chaddad.
No estudo da Academia Americana de Neurologia, pacientes que consumiam bebida alcoólica tiveram derrame mais cedo do que os que não ingeriam álcool. E para não entrar nessas estatísticas, a orientação é simples. “Atividade física, alimentação adequada, não fumar, não beber, está tudo envolvido”, completou ele.
“Nós agentes da Pastoral da Sobriedade e a ciência também já reconhece isso, é a prática do desenvolvimento da espiritualidade. É, a gente vê que a espiritualidade com o passar do tempo, ela vai trazendo a essas pessoas um significado além de busca de prazer”, afirmou o vice-coordenador da Pastoral da Sobriedade SP, Misael Sampaio.
O William, hoje com 30 anos, percebeu a tempo o mal que a bebida estava fazendo para ele. “Hoje, graças a Deus, estou bem, estou firme, trabalhando, estou vendo minha vida, consigo fazer as coisas que eu que eu não conseguia fazer antes. Então, tô muito bem, graças a Deus”, testemunhou Willian.