Cuidados no dia a dia contribuem para conservar o patrimônio religioso
Cuidar de uma igreja histórica também é preservar a memória que está no local. Muitas vezes, atitudes simples no dia a dia podem evitar danos a imagens, altares e documentos antigos.
Reportagem de Vanessa Anicio e Gleyson Paulo
Para orientar quem está diretamente envolvido nessa rotina, a Arquidiocese de Belo Horizonte promove seminários de conservação preventiva.
Padres, zeladores, sacristães e secretários paroquiais receberam orientações sobre limpeza, manuseios, segurança e identificação de riscos. “Ele é um seminário de treinamento, voltado para a preservação das paróquias históricas. Então a ideia é que realmente a gente receba aqui secretários, funcionários, enfim, demais pessoas que estão trabalhando nas paróquias históricas, pro cuidado com as peças, enfim, com o bem tombado”, comentou a assistente de museus no Memorial da Arq. BH, Nana Albuquerque.
A proposta é transformar os próprios agentes das paróquias nos primeiros guardiões desse patrimônio histórico.
Para isso, o projeto reuniu em uma cartilha orientações práticas do que fazer e do que evitar na preservação patrimonial. “A cidade possui um rico patrimônio religioso. São várias capelas, Igrejas, hospitais e um Mosteiro de Macaúbas. Então, o nosso objetivo é que essas pessoas que trabalham, servidores do dia a dia que trabalham com patrimônio histórico, se atualizam e aperfeiçoam suas técnicas de como pegar, como usar, como guardar o nosso patrimônio religioso”, ressaltou ferente secretário Municipal da Cultura de Santa Luzia(MG),Marco Aurélio Carvalho Fonseca.
“Esse patrimônio não envolve só o sentido de devoção, a relação do material com a parte devocional, mas também envolve técnicas, envolve conhecimento, envolve saber. Então, por isso é tão importante preservar e manter esse patrimônio”, constou a arquivista no memorial da Arq. BH, Luciana Araujo.
A formação faz parte de uma iniciativa itinerante e passa por cidades com importante acervo histórico, como Sabará, Caeté, Santa Luzia e Bonfim.
A ideia é levar conhecimento para quem está mais perto desse patrimônio todos os dias. “É um acervo muito importante, de grande relevância, que a gente consiga passar noções básicas para a preservação de peças e também do bem tombado como um todo”, completou Nana.




