Em discurso ao Conselho Permanente da OCSE, o Arcebispo Paul Gallagher apela para a busca dos canais adequados para uma paz justa e duradoura na Ucrânia
Da redação, com Vatican News

O arcebispo Paul Richard Gallaghe durante seu discurso na 80ª Assembleia Geral da ONU / Foto: ZUMA Press Wire via Reuters
O Arcebispo Paulo Gallagher, Secretário do Vaticano para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais, exortou a comunidade internacional a tomar medidas concretas rumo à paz na Ucrânia, em discurso proferido durante a 1554ª Reunião Reforçada do Conselho Permanente da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
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“A Santa Sé insta todas as partes a demonstrarem a necessária coragem política para estabelecer e manter canais diplomáticos sinceros e inclusivos que visem uma paz justa e duradoura”, afirmou em discurso proferido em 24 de fevereiro de 2026, no quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia.
“Toda guerra representa uma falha moral e humana”, declarou o Arcebispo Gallagher.
É preciso tomar medidas concretas
Ele destacou a necessidade de “tomar medidas concretas” rumo à paz, acrescentando que “aqueles a quem é confiada a mais alta responsabilidade pública devem priorizar pausas humanitárias imediatas, juntamente com um engajamento diplomático sustentado, com o objetivo de traduzir a boa vontade em acordos verificáveis e duradouros para a paz”.
Ele insistiu que “o diálogo deve ser baseado na sinceridade nas negociações e no fiel cumprimento das obrigações”.
A este respeito, salientou que a Santa Sé acredita que a OCSE pode desempenhar um papel importante na facilitação do diálogo, na construção da confiança e na implementação de medidas para restaurar a segurança.
Enfatizou que a Santa Sé “está pronta para apoiar quaisquer iniciativas diplomáticas sinceras que coloquem a pessoa humana e o alívio do sofrimento no centro dos seus esforços”.
A importância do respeito pelo direito internacional humanitário
O Arcebispo Gallagher, então, ecoou as preocupações do Papa Leão XIV sobre a importância do respeito pelo direito internacional humanitário, afirmando que este não pode depender das circunstâncias ou de interesses militares e estratégicos.
O direito internacional humanitário “deve sempre prevalecer sobre as ambições dos beligerantes, a fim de mitigar os efeitos devastadores da guerra, também com vistas à reconstrução”, disse ele, citando o discurso do Papa de 9 de janeiro aos membros do corpo diplomático acreditado junto à Santa Sé.
“Ao invocar a sacralidade da vida e da dignidade humana, a Santa Sé exorta todas as partes a agirem com urgência e compaixão e a se esforçarem por um diálogo motivado por uma busca sincera de caminhos que conduzam à paz”, concluiu o Arcebispo.




