Família mantém há gerações a tradição de rezar o Rosário em Lambari
Uma prática devocional reúne centenas de pessoas de uma mesma família no sul de Minas Gerais. A oração do Santo Rosário testemunha a unidade familiar em honra a Deus e a Sant’Ana, mãe de Nossa Senhora.
Reportagem de Emerson Tersigni e Messias Junqueira
No último sábado de agosto, esta família tem um compromisso inegociável, a oração do Rosário. “Tem várias versões, mas uma das versões que eu sei que tinha uma doença na família Silva e que naquela época essa doença seria uma doença que as pessoas acabavam morrendo e foi feito pedido para a Nossa Senhora Santana, que essa doença não se alastrasse pro resto das pessoas da família e graças a Deus essa doença não se alastrou. Então eles começaram a oferecer essa tradição. Rezar o terço”, contou a festeira de 2026, Ana Lúcia da Silva.
Lambari, no Sul de Minas Gerais, é a atualização do cenáculo. São Paulo, Rio de Janeiro, Três Corações e tantas outras cidades. História e identidade, passado e presente. “Eu sou mineiro, mas hoje eu resido em São Paulo, mas eu já vivi essa espera do primo de Minas.
esperando a família que vem chegar. E tudo isso em prol de uma fé que a família reconhece dos antepassados. A história é muito bonita”, relembrou o organizador do terço centenário, Adalberto Luiz Silva.
“É uma família, tem muitos homens, mas é uma família majoritariamente de mulheres. Nós somos muitas mulheres na família, muitas mães, muitas filhas, irmãs. E é, ela sustenta a nossa família nos ensinando como sermos mulheres de Deus, como sermos mulheres nesse mundo muitas vezes tão caótico, tão corrido, como que a gente para um pouco e olha para um filho, cuida de um marido, cuida de uma casa”, reforçou a organizadora do terço centenário, Ana Carolina Silva.
Uma prática devocional que ultrapassa gerações. Nossa Senhora, caminho seguro que leva até Deus também concede pelas contas do terço, a oportunidade do reencontro e o fortalecimento da fé de toda esta família reunida aqui em Lambari.
“É um momento que às vezes assim, por mais rápido que seja, você tem aquele momento de bater um papinho, saber como é que tá a vida. Falamos sobre o terço também. Aquela ansiedade de saber quem serão os próximos festeiros. Então, é um conjunto de sentimentos, que a gente tem papo e relembra de terços passados, de pessoas que já não estão no nosso meio mais. E é um momento único”, apontou a moradora de Lambari(MG), Ana Maria da Silva Anunciação.
200 anos de fidelidade, de oração pela paz e pela conversão das pessoas. Na verdade, dita e vivida por irmã Lúcia desde Fátima. Não há problema de ordem pessoal, familiar e nacional que a oração do texto não possa ajudar a resolver ou na humildade sincera do pontificado de João Paulo II. Frequentar a escola de Maria pelo terço para ler Cristo e compreender sua mensagem. Um caminho que se escolhe percorrer.
“Vai fazer 2 anos e 3 meses. O nosso menino foi pro céu, ele estava com 2 anos, o Bento e a Maria Catarina, depois de 6 meses, a nossa menina com 7 anos também foi pro céu. E além de todas as coisas, que a gente vive o nosso luto, mas a gente só vive porque existe uma Mãe que viu um filho inocente morrer numa cruz por amor a mim, por amor a ele. O único jeito da gente estar de novo com os nossos filhos é no céu. E é isso que a gente quer para toda a nossa família. Então eu penso que é essa missão de amar e de fazer o esforço que for possível pra família estar junta aqui rezando”, testemunhou Ana Carolina.




