Enviado pelo Papa à Ucrânia, Dom Gallagher testemunhou de perto o sofrimento provocado pelos bombardeios, mas também a força da fé de milhares de peregrinos
Enquanto a guerra continua a provocar mortes, destruição e deslocamentos forçados em Gaza e na Ucrânia, a Santa Sé renova os apelos pela paz e destaca a força da fé de povos que resistem em meio ao sofrimento. Nossa reportagem mostra como a esperança ainda sobrevive em cenários marcados pela dor.
Reportagem de Adilson Sabará
Imagens Vatican News
Em Gaza, os civis continuam pagando o preço mais alto da guerra. Segundo autoridades de saúde e dados das Nações Unidas, mulheres e crianças estão entre as principais vítimas.
A ONU denunciou que muitos ataques ocorreram fora de áreas de controle do exército israelense.
A violência agrava a crise humanitária. Hospitais relatam aumento de abortos espontâneos associados às condições extremas de vida. Famílias deslocadas convivem com a falta de infraestrutura, acesso limitado à água, produtos de higiene e atendimento médico.
Na Ucrânia, a guerra segue deixando marcas profundas. Após uma missão de seis dias ao país, o secretário da Santa Sé para relações com os estados, o arcebispo Paul Gallagher, afirmou ter encontrado um povo cansado pelo conflito, mas determinado a preservar a liberdade e reconstruir a própria nação.
Enviado pelo Papa, Monsenhor Gallagher testemunhou de perto o sofrimento provocado pelos bombardeios, mas também a força da fé de milhares de peregrinos que se reuniram para rezar pelo fim da guerra. O diplomata Vaticano reafirmou o compromisso da Santa Sé com os esforços humanitários e com a busca de caminhos para o diálogo.
De acordo com o arcebispo, o que mais o impressionou foi a coragem do povo, sua determinação e sua fé em Deus. Há uma firme resolução de continuar vivendo, trabalhando, cuidando dos filhos e ajudando aqueles que sofrem.
Em Gaza e na Ucrânia, a realidade continua marcada por perdas e incertezas, mas em meio aos escombros, aos deslocamentos e ao luto, permanecem sinais de resistência, solidariedade e fé. Para a Igreja, são justamente esses gestos que mantêm viva a esperança de uma paz verdadeira e duradoura. Uma esperança que desafia a lógica da guerra e continua iluminando os caminhos de quem ainda acredita na reconciliação entre os povos.




