Presidente da Conferência Episcopal da Venezuela disse ao que a Igreja no país tem como objetivo ‘acompanhar o povo constantemente em sua luta pelo triunfo do bem’
Da redação, com Vatican News

Arcebispo Jesús Andoni González de Zárate Salas / Foto: Reprodução Facebook
Promover a paz e o diálogo é uma tarefa “diária”, afirma o Arcebispo Jesús Andoni González de Zárate Salas, Presidente da Conferência Episcopal Venezuelana.
Não é uma missão fácil, em um país que permanece instável após a prisão do Presidente Maduro pelos Estados Unidos.
“A Igreja local”, disse o \rcebispo em entrevista ao periódico eletrônico Vatican News, “está se esforçando ao máximo para ser um lugar de encontro para todos e para acompanhar o povo constantemente em sua luta pelo triunfo do bem, da verdade e da justiça”.
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O religioso ressaltou que os bispos da Venezuela estão plenamente conscientes de seu papel essencial neste momento de grave dificuldade e estão considerando novas iniciativas que “serão decididas e desenvolvidas somente após observarmos a evolução da dinâmica nacional”.
Caminhos para a paz
O arcebispo González de Zárate identificou como fundamento para a construção de uma sociedade mais justa e livre “a primazia da dignidade humana, o bem comum e os principais valores do Evangelho”.
“As complexas condições sociais e econômicas atuais de nossa nação”, explicou ele, “são resultado de um processo que se desenrolou nos últimos anos. A insegurança, as deficiências na educação, na saúde e nos transportes, os salários precários, a inflação constante e a falta de produção nacional pesam muito sobre o cotidiano da grande maioria da população e representam hoje sua principal preocupação.”
A Virgem da esperança
A verdadeira esperança para um povo cansado, contudo, surgiu em 14 de janeiro com a celebração da festa de Nossa Senhora da Divina Pastora, tradicionalmente realizada na Diocese de Barquisimeto, no estado de Lara, mas abraçada por todo o país.
A participação na procissão do ícone mariano mais venerado da nação foi enorme, lembrou o arcebispo González de Zárate, apesar da atual incerteza sociopolítica.
“Isto”, disse, “é uma clara expressão da reserva espiritual do povo venezuelano e de como, em momentos difíceis como os que estamos vivendo, Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Mãe, a Virgem Santíssima, continuam sendo pontos de referência, consolo e força para todos nós.”




