HISTÓRIA

Igreja celebra São Joaquim e Sant'Ana, avós de Jesus

Leão XIV dá continuidade à data criada por Francisco e destaca que idosos precisam de atenção

No próximo domingo, 26, a Igreja dedica um olhar especial aos avós e aos idosos. Na memória de Sant’Ana e São Joaquim, a data celebra a missão daqueles que ajudam a preservar a fé, a história e os valores das famílias.

Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos

 

“Eu nunca te esquecerei”. Trecho do livro de Isaías, capítulo 49, versículo 15. É o tema escolhido pelo Papa Leão XIV para celebrar o VI Dia Mundial dos Avós e dos Idosos.

Na mensagem para o dia 26 de julho, o Santo Padre explica as palavras do profeta, que são consolo, confiança e resposta a um sentimento angustiante de abandono que muitos vivem, entre eles os idosos. 

Leão XIV lembra que o amor de Deus jamais esquece ninguém e devolve dignidade aqueles que muitas vezes são condenados ao anonimato e ao esquecimento. E sobre as casas onde reina a solidão e os asilos onde cada pessoa corre o risco de ser reduzida ao número da sua cama ou a doença que enfrenta, escreveu: “A Igreja conhece o sofrimento dos seus filhos mais idosos. Sabe bem que demasiadas vezes se olha para eles com preconceitos e são considerados um fardo.” 

Está ciente de que uma economia centrada no lucro enfraquece os laços familiares. Sabe que muitos idosos são abandonados pelos filhos, obrigados a migrar ou, em alguns casos, a combater na guerra. 

Criado pelo Papa Francisco em 2021, o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos é celebrado anualmente no quarto domingo de julho, para reforçar a proximidade da Igreja com os idosos e reconhecer a valiosa contribuição deles para as famílias, a comunidade cristã e a sociedade.

Segundo o responsável pela pastoral dos Idosos da Santa Sé, o Papa Francisco instituiu a data durante a pandemia para manifestar a proximidade da Igreja com os idosos em um dos momentos mais difíceis da história recente. 

Para ele, enquanto Francisco falava da revolução da ternura, Leão XIV reforça a revolução do cuidado e da gratidão, reafirmando o compromisso de combater a solidão e a exclusão dos mais idosos.

Vitório recordou que o Papa Francisco sonhava com um Dia Mundial dos Avós e dos Idosos, marcado pela revolução da ternura, transformando a data em um verdadeiro dia sem solidão. Segundo ele, Leão XIV dá continuidade a esse legado ao propor a revolução do cuidado e da gratidão, reafirmando o compromisso da Igreja com a dignidade, a proximidade e o acolhimento dos idosos.

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