EM CAÇAPAVA

Generosidade de fiéis sustenta restauro de igreja no interior paulista

Comunidade se mobiliza para preservar patrimônio histórico e espiritual

Reportagem de Emerson Tersigni e Genilson Pacetti

Um dos templos mais antigos do estado de São Paulo, a Igreja Matriz de Caçapava deu início ao sexto ano consecutivo de atividades de restauro em seu interior. A generosidade dos fiéis, pelo dízimo e ofertas, tem sido o sustento desta iniciativa de fé.

 

Igrejas matrizes costumam ser patrimônios religiosos e afetivos de um povo. Em Caçapava, ela é casa de São João Batista. O precursor também é padroeiro da cidade e caminham sob sua proteção todo o município. “Cada paróquia tem a sua Igreja Matriz, mas aqui em Caçapava, se você diz que vai à Igreja Matriz, você vai na igreja matriz de São João Batista. Ela é a matriz da cidade, podemos assim dizer. E aqui o povo foi sendo constituído e até hoje aqui nós reunimos pessoas de todos os lugares, todos os bairros, todas as paróquias”, contou da Diocese de Taubaté, padre Leandro dos Santos.

Entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João Batista. Nada melhor, portanto, que seu templo esteja à altura daquilo que diz a Palavra de Deus. “Acho que o desafio é a gente manter a beleza dessa Igreja, a beleza natural dela, usando as devidas técnicas para poder manter essa característica que ela tem”, falou a especialista em Arte Sacra, Patrícia Souza.

A Matriz de São João Batista não passava por nenhum tipo de intervenção desde a década de 1930. Foi em 2020, 90 anos depois, que teve início o restauro em plena pandemia de Covid-19. Diversas partes do templo já foram beneficiadas com as ações, mas ainda há muito a ser feito e o povo de Deus pode contribuir com o avanço deste processo. 

“O que sustenta tudo isso é o dízimo, as ofertas do povo e as inúmeras promoções beneficentes que nós fazemos ao longo do ano, sejam as festas dos padroeiros, das comunidades também que pertence à Igreja Matriz, sejam campanhas específicas destinadas para o restauro da matriz”, completou o padre. 

“Nós estamos na lateral direita agora dos arcos. É onde tem essas colunas bonitas aqui. E depois nós vamos para o fundo da nave. E aí a gente vai finalizar praticamente todo o entorno da nave central”, retomou Patrícia. 

A missão continua. Comunidade é pertença. Todos unidos para fazerem a diferença. Afinal, para Deus, no mínimo, o máximo.  “E para nós realmente é uma edificação espiritual mesmo, que tratar isso não como só um trabalho, mas um serviço a Deus”, expressou a restauradora, Karen Fernanda Cordeiro.

“A gente começou aqui, aqui que nos ensinou a ser melhores pessoas, aqui que nos ensinou a conhecer melhor a pessoa, o nosso Deus, a pessoa de Jesus Cristo. Então essa é nossa felicidade nisso”, concluiu o paroquiano, José Oscar dos Santos.

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