Em São Paulo, o Evangelizar Summit reúne lideranças católicas de todo o país. O encontro propõe uma nova forma de evangelizar, com foco no acolhimento, na gestão pastoral e no uso consciente das redes digitais.
Reportagem de Nathália Cassiano e Antonio Matos
Acolhimento é a palavra-chave do Evangelizar Summit deste ano, um evento que reúne líderes e profissionais da evangelização católica. “Acolher bem significa ensinar técnicas para que as pessoas possam atrair, conectar e reter fiéis e participar na vida da comunidade eclesial missionária ou então na vida da comunidade paroquial”, apontou o bispo de Leopoldina(MG), Dom Edson José Oriolo.
“Viver a missão é utilizarmos também dos meios, dos recursos que nós temos para conseguir atingir o povo de Deus e sobretudo levá-los à comunhão com o Senhor”, falou o pároco da Catedral Divino Espírito Santo- Palmas (TO), padre Eduardo Zanon.
O tema do Evangelizar Summit deste ano é ‘Na Igreja lugar para todos’. O momento de refletir sobre como tornar cada paróquia um lugar de escuta, missão e pertencimento.
Jean é um dos organizadores do evento. Em sua palestra, propôs uma reflexão profunda e necessária sobre a importância de acolher o próximo com misericórdia. “Aquele que é bem acolhido pela primeira vez, ele volta pra sua casa, traz uma nova pessoa e quando ele traz, aí é ele quem acolhe. Ele vai convidar a pessoa para sentar do lado dele para viver a mesma experiência que ele viveu anteriormente. Então a acolhida ela pode ser transformadora pra gente, pro crescimento evangelizador”, contou o organizador do evento, Jean Ricardo.
Os participantes contam suas experiências. “É uma experiência que a gente tem que multiplicar pros nossos paroquianos. E assim, para mim tá sendo, é um privilégio participar desses momentos”, disse da Paróquia São Sebastião Anitápolis(SC), Lourdes Manbemel.
“E a gente tá vendo quão é importante a gente dedicar mais as pessoas que chegam à comunidade, acolhendo e recebendo”, comentou da Paróquia Nossa Senhora Rainha(BH) Alciones Batista Leal.
“Eu vejo que a Igreja não é lugar de grupos fechados, mas grupos abertos que possam acolher e transformar a vida das pessoas”, constou da Paróquia São Sebastião Anitápolis(SC), padre Tiago Vicente Santana.
“Um olhar, um sorriso, como muda realmente eh a vida das pessoas. Às vezes só tá precisando ser acolhida”, completou da Paróquia São Sebastião Anitápolis(SC), Marceli Matis.
