Igreja Católica reconhece e incentiva tratamentos que restauram a fertilidade natural do casal
Ciência e fé unidas em favor da vida e da fertilidade humana. Em Brasília, um encontro reuniu especialistas e representantes da Igreja para discutir caminhos éticos e científicos no cuidado integral da fertilidade.
Reportagem de Aline Campelo e Sanny Alves
Especialistas de diferentes regiões do país se encontraram em Brasília para compartilhar conhecimento sobre uma medicina que busca compreender e tratar as causas da infertilidade, respeitando a dignidade da pessoa humana e o início da vida.
“A apreciação da fertilidade que tem uma ciência médica apoiada por trás dela, a Naprotechnology. Então tem o Creighton, que é o modelo que avalia o muco cervical, avalia a fertilidade da mulher e a napro vem dar o suporte tratando as alterações que possam aparecer, tratando a mulher de uma maneira lícita, de uma maneira justa e realmente identificando o problema e corrigindo a fertilidade e tratando a infertilidade”, comentou o ginecologista e obstetra, Eduardo Honorato.
A Igreja Católica reconhece e incentiva tratamentos que restauram a fertilidade natural do casal. “O Fertility Care, ele busca desenvolver essas metodologias de procriação natural, ajudando a entender as causas de infertilidade”, afirmou o doutor em bioética, padre Mairon Gavlik Mendes.
Entre eles estão o acompanhamento dos biomarcadores da fertilidade e o desenvolvimento da chamada medicina restaurativa da fertilidade. “Enquanto médicos e enquanto instrutores pra gente discutir casos reais e implementar as novidades que vão surgindo no tratamento das pessoas”, explicou o ginecologista e obstetra, Melissa Abelha.
Aqui são discutidos conhecimentos médicos e científicos com um olhar integral sobre a fertilidade. É a construção de uma medicina que une ciência, ética e esperança, acolhendo casais que permanecem abertos ao dom da vida e buscam caminhos compatíveis com sua fé.
De acordo com a Igreja, a geração da vida deve respeitar a dignidade do ser humano desde a concepção, fortalecendo a unidade conjugal. “É um evento muito interessante, muito bom que esteja acontecendo aqui em Brasília e a gente ter oportunidade de participar também e trazer o que a gente tem feito no âmbito das políticas públicas para que a gente possa evitar que esses assuntos também passem, em leis, em resoluções, em decisões judiciais”, completou a advogada presidente executiva do Instituto Isabel, Andrea Hoffmann Formiga.




