Restrições de circulação afetam aulas, professores e famílias
Reportagem de Cristiane Monteiro e Joseph Safar
O Ministério da Educação de Israel decidiu restringir a entrada para mais duzentos professores e funcionários da Cisjordânia.Cerca de dez mil alunos de escolas cristãs em Jerusalém não puderam retomar as aulas após o fim das férias de fim de ano.
As escolas cristãs acolhem mais de 10.000 alunos. Durante a suspensão das aulas, os prejuízos não se limitaram ao processo educacional, afetaram as famílias. Para os palestinos, o trabalho em Jerusalém é a principal fonte de renda.
Para Frei Ibrahim, diretor da Terra Santa School, essa medida interrompeu a educação, prejudicou a estabilidade das escolas e ameaçou o direito dos alunos de acesso à educação. “Ficamos uma semana sem escola porque muitos dos professores que lecionam em Jerusalém não receberam a permissão para toda semana. Estamos falando de 235 professores que enfrentam essas dificuldades, conta o diretor”, destacou o diretor da Terra Santa School, frei Ibrahim Faltas, OFM.
De acordo com Frei Ibrahim, eles receberam permissões válidas para todos os dias, exceto sábado, que é um dia letivo nas escolas cristãs. E ao apresentar o protesto, eles restabeleceram as aulas aos sábados e proibiram as aulas de sextas e domingo, disse o religioso.
Desde a última intifada, muitos trabalhadores que vivem na Cisjordânia enfrentam inúmeras dificuldades, como ter que renovar as permissões a cada 3 meses, controle de fronteira todos os dias, entre outras restrições.
Após dois anos de guerra, sem turismo e sem peregrinos, essa medida agravou ainda mais a situação, porque muitas permissões foram revogadas, deixando várias pessoas sem opções de trabalho e também subsistência para suas famílias.
Após dias tensos, padre Ibrahim espera que as permissões sejam dadas por 7 dias, porque as escolas têm suas atividades extracurriculares em outros dias da semana e não existe uma razão fundamentada para que essas permissões não sejam dadas.




