NO VATICANO

Em oração, Cardeal Parolin pede que Deus silencie as armas

Com conflitos mundiais, líderes religiosos fazem reiterados apelos pela paz

Em meio à escalada da guerra no Oriente Médio, o secretário de Estado do Vaticano presidiu missa em Roma e fez um apelo com forte tom de esperança. O cardeal Pietro Parolin pediu que o Senhor silencie as armas e recordou que a verdadeira paz nasce da justiça, do diálogo e da consciência iluminada por Deus.

Reportagem de Adilson Sabara
Imagens do Vatican News

 

As forças de defesa de Israel destruíram centros estratégicos do governo iraniano, entre eles o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, órgão responsável por escolher o próximo líder supremo do país.Israel afirmou que os 88 aiatolás estavam no local, mas não confirmou se foram atingidos. Em resposta, o Irã lançou uma nova onda de mísseis e drones contra alvos na região. 

O conflito ampliou a instabilidade no Oriente Médio e afeta rotas como o estreito de Ormuz, por onde passa o petróleo da região e provoca reações internacionais, incluindo protestos no Paquistão contra os ataques.

Enquanto explosões atingiam o Irã e o número dos mortos que chegava a 787 pessoas, a Igreja em Roma reza pela paz. Na Basílica de São Paulo, fora dos muros, o cardeal Pietro Parolin celebrou o Centenário de Ordinariato Militar da Itália, criado em 1926, para acompanhar espiritualmente os soldados e suas famílias. Em oração, pediu ao Senhor que silencie as armas e reconcilie os homens. 

Ao comentar o Evangelho, Parolin recordou que a autoridade cristã tem um único paradigma, a cruz. E de acordo com o secretário de Estado, a Igreja nunca deixa de promover a cultura de paz, não como ingenuidade desarmada, mas como construção paciente da justiça, do diálogo e da proteção dos direitos fundamentais.

“Num contexto de conflitos persistentes e tensões geopolíticas, preservar a consciência onde o homem está sós com Deus é essencial”, ensinou o cardeal. Ao afirmar que mesmo em cenários de guerra, é na consciência, no espaço interior da pessoa que se decide o respeito pela dignidade humana.

Em meio às sirenes, aos bombardeios e às ameaças que ampliam a instabilidade no Oriente Médio, a homilia do cardeal Parolin recorda que a esperança cristã não ignora a realidade da guerra, mas aposta na vitória da Páscoa sobre a violência. 

Ao concluir a celebração, o secretário de estado pediu que o Senhor, que venceu toda a violência na Páscoa, faça do testemunho dos cristãos um sinal credível de justiça e paz.

No mundo ferido por conflitos, a Igreja reafirma: “A verdadeira esperança nasce da conversão do coração e da coragem de construir a paz, mesmo quando as armas ainda falam alto.”, concluiu ele

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