No coração do interior paulista, uma história de fé completa 50 anos. A Diocese de Limeira celebra sua caminhada sob o olhar de Nossa Senhora das Dores, sinal de consolo, unidade e esperança
Reportagem de Isaque Valle e Messias Junqueira
Limeira e Nossa Senhora das Dores, uma relação de proximidade e carinho maternal que acompanha toda uma diocese há cinco décadas. “Uma cidade que desde os seus primórdios foi fundada e foi baseada muito na fé e na religiosidade. E Nossa Senhora das Dores, então ela ganhou o título de padroeira da diocese, claro, com a criação da mesma, mas ela reúne então todos os limeirenses em torno desta devoção. É uma devoção que causa muito também com as dificuldades, as limitações do povo que vem de Nossa Senhora das Dores, aquela que soube suportar com fé”, contou o pároco da Diocese de Limeira, padre Diego Henrique Miquelotto.
Do alto da catedral que leva seu nome, o olhar silencioso e cheio de misericórdia da Virgem das Dores abençoa a cidade. Por dentro, a harmonia e simplicidade do local chamam a atenção. No teto, imagens que remetem à grandeza e onipotência de Deus. Sobre o altar, a cruz relembra a centralidade do sacrifício de Cristo na salvação da humanidade. Elementos significativos que convidam cada fiel a experimentar a beleza da fé.
“Acredito muito que o belo também leva a Deus. Aquilo que é bem cuidado, a Igreja bem cuidada, a Igreja e com bastante zelo, a Igreja que traz em si bastante traços de fé e religiosidade leva as pessoas até Deus. Porque o belo encanta. O belo lembra a perfeição de Deus. O belo lembra a criação de Deus”,ressaltou o padre.
Nossa Senhora das Dores não apenas dá nome à catedral, é berço e amparo para os devotos que confiam a ela suas súplicas e podem contar com o afeto e amor de uma mãe sempre presente na vida de seus filhos.
Nos anos 1980, o então banqueiro Antônio Carlos, hoje aposentado, chegou com sua família à cidade e confiou a ela o pedido de ser bem acolhido pelos limeirenses. “A nossa mãe, ela nos proporciona alegrias e às vezes muitas graças. Nós somos da cidade de Indaiatuba, não conhecemos ninguém aqui e através da nossa participação aqui na nossa Paróquia Nossa Senhora das Dores, começamos criar laços. Meus filhos foram crescendo aqui. Fui convidado para ser ministro da Eucaristia. Hoje somos representantes da equipe de liturgia. Se for enumerar aqui para você, o que ela tem nos acompanhado como ser humano e como família e como cidade num todo é uma grandeza enorme”, compartilhou o responsável pelo evento, Antônio Carlos Beccari.
Passados os 50 anos da criação da diocese, o amor de todo um povo por sua padroeira continua intenso e dedicado, ecoando a cada dia o legado e os ensinamentos de Senhora das Dores na vida dos fiéis. “Quando olhamos para ela, quando olhamos a sua imagem, recordamos uma mulher que soube esperar em Deus e não se desesperar, mesmo perante as maiores dores que uma pessoa, uma mãe, pode passar ao longo de uma vida”, reiterou.



