Assembleia plenária

Cardeal enfatiza importância da formação de base para leigos

Abrindo a Assembleia Plenária do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Farrell abordou temas como a formação cristã para os leigos

Da Redação, com Vatican News

A urgência da formação cristã para os leigos e a importância de promover encontros mundiais, para que estes “sejam experiências autênticas de encontro com Jesus Cristo”. Estes foram os temas abordados na manhã desta quarta-feira, 4, pelo prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, em seu discurso de abertura da Terceira Assembleia Plenária do Dicastério, que se realiza até 6 de fevereiro na Cúria Geral dos Jesuítas, em Roma.

“Até que Cristo seja formado em vós (Gl 4,19): A formação dos leigos para a vida cristã e a experiência dos encontros mundiais” é o tema que norteia os trabalhos. A respeito da formação cristã dos leigos, o cardeal enfatizou que hoje há uma necessidade particular de “formação de base”, isto é, uma formação na vida cristã para lidar com o crescimento alarmante do número de pessoas que não têm nenhum conhecimento de Jesus Cristo. É necessária uma “formação do coração” que abranja toda a vida, disse ele.

Percursos de evangelização e catequese

O Cardeal Farrell também ressaltou que a solução para os problemas da Igreja não está em mudar estruturas, os princípios da doutrina católica ou da moral. Essas coisas não “trarão as pessoas de volta à missa, nem farão florescer vocações, nem trarão os jovens de volta à Igreja”, afirmou. Em vez disso, é necessário que cada Igreja local ofereça percursos permanentes de evangelização e catequese, de formação na fé e de acompanhamento no crescimento espiritual.

Recordando a Carta Apostólica “Traçar Novos Mapas de Esperança”, do Papa Leão XIV, o cardeal incentivou uma catequese “viva e querigmática”, com colaboração de todos os componentes eclesiais: pastores, leigos, famílias, celibatários, consagrados, leigos associados, movimentos, grupos de jovens, estruturas e programas paroquiais, bem como programas on-line e “apóstolos da internet”.

Formação de famílias e cônjuges

O cardeal também enfatizou a necessidade de formação cristã e acompanhamento de famílias e cônjuges, ponto que também emergiu da escuta dos bispos durante suas visitas ad limina e de vários representantes do Dicastério.

Em resumo, no que diz respeito à formação, o Dicastério, segundo o Cardeal Farrell, deve compreender que a fé não nasce nas pessoas em ambientes eclesiais. “A fé é muitas vezes pressuposta, presume-se que todos creem, mas isso já não é verdade nas nossas sociedades”. Logo, a formação cristã deve fomentá-la nas pessoas e conduzi-las a uma relação viva com Deus, com Cristo, e a uma vida cristã madura, vivida na Igreja.

Além disso, as Conferências Episcopais devem ser conscientizadas para que as Igrejas locais se comprometam com a formação. É também necessário “identificar critérios fundamentais” para “organizar a formação cristã dos leigos hoje” e considerar o desenvolvimento de “’diretrizes que indiquem critérios fundamentais”.

Encontros mundiais

Em relação aos encontros mundiais organizados pelo Dicastério, como as Jornadas Mundiais da Juventude, celebradas há 40 anos, os Encontros Mundiais das Famílias, 32 até o momento, e o Dia Mundial dos Avós e Idosos, agora em sua quinta edição, o Cardeal Farrell insistiu que as mudanças no mundo sejam levadas em consideração. “Não podemos, portanto, nos contentar em repetir o que já foi feito no passado”, observou.

O prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida observou também que a Igreja mudou nas últimas décadas, estando hoje “mais atenta às sensibilidades das pessoas, às suas culturas, às suas histórias pessoais, muitas vezes conturbadas e dolorosas”, “mais disposta a alcançar a todos” e a respeitar “o tempo de um”, “mais atenta aos vulneráveis, mais respeitosa das consciências”, “mais preparada para formas verdadeiramente sinodais e participativas de evangelizar e realizar a missão”. Por isso, é necessário compreender, para os encontros mundiais, “o que manter e o que mudar, o que deixar de lado e o que aprimorar”, para que tais eventos “possam ser mais evangelicamente eficazes”, possam “tocar os corações das pessoas, transmitir a graça e ter um impacto duradouro em suas vidas”. Em suma, o cardeal enfatizou que devem ser “experiências autênticas de encontro com Jesus Cristo”.

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