20 de janeiro

Arquidiocese do Rio de Janeiro celebra seu padroeiro, São Sebastião

Programação desta terça-feira, 20, reúne fiéis na Tijuca e no Centro e recorda a história, a devoção e o testemunho do santo padroeiro da cidade

Da Redação, com informações da Arquidiocese do Rio de Janeiro

Montagem de imagens mostra momentos da Trezena de São Sebastião no Rio de Janeiro, com cardeal e clérigos em celebrações, procissões, orações com fiéis e a imagem do santo em diferentes comunidades.

Momentos marcantes da Trezena de São Sebastião no Rio de Janeiro /Fotos: Divulgação Arquidiocese do Rio de Janeiro

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro celebra nesta terça-feira, 20, o seu padroeiro. A programação tem início às 10h, com a Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano, Cardeal Dom Orani João Tempesta, na Basílica Santuário de São Sebastião, na Tijuca. À tarde, às 16h, acontece a tradicional Procissão Arquidiocesana em direção à Catedral Metropolitana, no Centro da cidade. Em seguida, às 17h, será apresentado o “Auto de São Sebastião 2026” e, às 18h, a Missa Solene de encerramento, também presidida por Dom Orani.

No Rio de Janeiro, a devoção a São Sebastião está profundamente ligada à fundação da cidade. Em 1567, no dia dedicado ao santo, os portugueses liderados por Estácio de Sá expulsaram os franceses huguenotes da Baía de Guanabara, encerrando a experiência da França Antártica. A tradição narra que São Sebastião teria aparecido em combate ao lado dos portugueses, fortalecendo a devoção popular que atravessa os séculos. Desde o período colonial, a festa em sua honra é marcada por grandes celebrações religiosas e manifestações públicas de fé, intensificadas com a chegada da Família Real ao Brasil.

Trezena

Desde o dia 7 de janeiro, os fiéis se prepararam para a festa do padroeiro com a Trezena de São Sebastião, que neste ano teve como tema “São Sebastião, missionário de comunhão e unidade” e como lema “Alegres na esperança, fortes na tribulação, perseverantes na oração e enviados à missão”. Ao longo dos 13 dias, a imagem do santo percorreu hospitais, instituições públicas, centros socioeducativos, obras sociais, capelas e paróquias de diferentes regiões da capital, promovendo encontros de acolhida, celebrações eucarísticas e momentos de oração.

Entre os destaques da programação estiveram as visitas missionárias, o Terço da Misericórdia no Monumento de São Sebastião, a Missa em sufrágio por Dom Eusébio Oscar Scheid, além da tradicional Procissão Marítima e da celebração no Comando do 1º Distrito Naval, reafirmando o caráter missionário, pastoral e social da trezena.

História de fé e martírio

São Sebastião nasceu no século III, em Narbonne, na Gália, filho de pais oriundos de Milão. Desde cedo destacou-se pela fé, generosidade e espírito de serviço. Ingressou no exército do Império Romano, onde, pelas virtudes humanas e cristãs, alcançou o posto de capitão da guarda imperial durante o governo de Diocleciano. Em um contexto de intensa perseguição aos cristãos, viveu sua fé de modo discreto, tornando-se apoio e consolo para os que eram presos por professarem o cristianismo.

Denunciado por sua fidelidade a Cristo, São Sebastião foi levado diante do imperador, a quem denunciou o paganismo e as injustiças do Império. Condenado à morte, foi amarrado a um tronco e atingido por flechas, sendo dado como morto, mas sobreviveu graças aos cuidados de uma cristã. Após recuperar-se, apresentou-se novamente às autoridades, reafirmando sua fé. No ano de 288, foi definitivamente martirizado, selando sua vida com um testemunho supremo de amor, coragem e fidelidade ao Evangelho.

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