Santo Padre amplia diálogo e destaca compromisso com os mais vulneráveis
Entre fé, tradição e diplomacia, o Papa Leão XIV protagonizou momentos simbólicos no coração da Igreja Católica. Do gesto diante de uma relíquia bíblica a compromisso com audiências importantes e diálogo entre igrejas cristãs marcaram a agenda do Pontífice.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
Entre as atividades dessa semana, o Papa Leão XIV recebeu em audiência os membros do Comitê Organizador da Ação Católica em favor das crianças, da crise ao cuidado.
O grupo trabalha para cumprir o que assumiu na cúpula internacional sobre os direitos da criança convocada pelo Papa Francisco há quase um ano.
No encontro, o Pontífice manifestou preocupação com a realidade enfrentada pelos pequenos ao redor do mundo e lamentou a falta de progresso na proteção das crianças.
Outro encontro aconteceu na Sala Clementina. Leão XIV recebeu jovens sacerdotes e monges das igrejas orientais, promovida pelo Dicastério para a promoção da unidade dos cristãos. Estavam presentes os representantes das igrejas ortodoxas Armênia, Copta, Etíope, Eritreia, Malacara e Siríaca. A eles, o Papa recordou que “Quando eliminamos os preconceitos e desarmamos os corações, crescemos na caridade, colaboramos e fortalecemos os laços de unidade em Cristo”.
Ainda nesta semana, o Santo Padre recebeu o primeiro-ministro da Albânia, Edir Rama. Segundo o Vaticano, o encontro ressaltou as relações entre a Santa Sé e os albaneses, e entre outros temas, abordou as relações entre as comunidades civil e eclesial. Leão XIV viveu um momento histórico depois de Pio IX, Paulo VI e João Paulo II. Ele se tornou o quarto pontífice a tocar o original da Bíblia do Duque Bor Sudeste, considerada uma obra prima da arte em miniatura produzida entre 145 e 1461.
O Papa foi o primeiro a recebê-la no Vaticano após mais de cinco séculos. De acordo com a Santa Sé, a presença da edição histórica da Bíblia foi um sinal de gratidão pela visita do Pontífice ao Senado da República Italiana durante a exposição que encerrou o Jubileu em dezembro passado. A pedido do presidente do Senado, a obra foi exibida no Vaticano antes de retornar à biblioteca de Modena, no norte do país.
Amanhã na Basílica de São Pedro, os peregrinos poderão orar por meio da música com a apresentação do couro da capela Júlia. E no domingo, os fiéis poderão participar da Adoração Eucarística na basílica, oportunidade de meditar sobre o amor e a misericórdia de Deus pela humanidade.




