Leão XIV encontra em Santo Agostinho referências para seu pontificado
No dia em que a Igreja celebra Santo Agostinho, recordamos a vocação do Papa Leão XIV que declarou ao mundo “ser um agostiniano”. Em uma paróquia da capital paulista, religiosos relatam experiências com o Pontífice e destacam a importância de preservar o legado de um dos doutores da Igreja.
Reportagem de Nathália Cassiano e Antonio Matos
Agostinho nasceu em novembro de 354 em Tagaste, na África. Durante anos viveu uma vida longe de Deus. Anos depois de uma vida de pecados, ele encontrou sua conversão. Foi ordenado sacerdote e escreveu, entre outros assuntos, regras para a vida em comunidade. Seus ensinamentos ainda hoje marcam a vida dos fiéis. “O que eu aprendo, principalmente, é saber lidar com o mundo, mas sabendo que isso é passageiro”, disse o programador, Lucas Cunha Farias.
“Que Deus tenha confiado um amigo espiritual tão legal assim, para mim, eu acho que já é tudo. É o maior dos milagres, tem intercessão dele todo dia”, falou o analista de marketing, Marcos Guilherme Albano Martins.
O Papa Leão XIV apresentou ao mundo no dia 8 de maio de 2025 da sacada central da Basílica de São Pedro, afirmou em seu primeiro discurso Sou Filho de Santo Agostinho, um agostiniano. Ao longo de seu pontificado, tem se inspirado na experiência e nos ensinamentos do santo.
“Entre tantas coisas que poderíamos falar, traços muito profundos na personalidade de Leão XIV é a busca pela unidade, a busca pela paz, o serviço à Igreja, a continuidade da Doutrina, que são elementos fundamentais dentro da nossa espiritualidade e que aparecem profundamente em Leão”, recordou o pároco, frei Maciel Alves Bueno.
Roberto Francis Prevost entrou para a Ordem agostiniana no ano de 1978 e desde o início de seu papado se utiliza dos ensinamentos do bispo de Hipona para auxiliar no governo da Igreja Católica.
Na capital paulista, Frei Maciel, da Paróquia Santo Agostinho, teve a oportunidade de conviver com o Pontífice e comenta a experiência. “Ele se tornou o nosso superior geral em 2002 e em 2003 eu já estive com ele, um primeiro encontro que tínhamos na Bolívia e depois por muitas vezes eu encontrei com ele em diversos países e mesmo aqui no Brasil em muitas das visitas que ele nos fez enquanto superior geral. Inclusive ele já celebrou algumas vezes nesta nossa mesma Igreja. Então ele tem um caráter muito tranquilo, muito dócil e essa proximidade dele, eu costumo dizer que é uma proximidade muito discreta. Porque está junto, está presente, está atento àquilo que está acontecendo, às necessidades, mas sempre também com uma determinada discrição que era próprio do seu cargo, enquanto superior e que também agora é próprio, enquanto sucessor de Pedro”, lembrou o frei.
E a Paróquia dedicada a Santo Agostinho está em festa com Missas e quermesse.




