Ao refletir sobre a parábola do semeador (Mt 13,1-23) antes do Angelus deste domingo, 12, Leão XIV destacou gratuidade de Deus e abertura do coração ao Senhor
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV durante o Angelus deste domingo, 12, em Castel Gandolfo / Foto: Reprodução Reuters32
Milhares de fiéis e peregrinos preencheram a Praça da Liberdade neste domingo, 12, para rezar o Angelus com o Papa Leão XIV em Castel Gandolfo.
Antes da oração mariana, o Pontífice refletiu sobre a parábola do semeador, proposta pela Liturgia do 15º Domingo do Tempo Comum (Mt 13,1-23) e “que descreve a generosidade e a confiança com que Deus espalha a sua Palavra no nosso coração e o seu poder em nós”.
“O próprio Jesus, o Verbo que se fez homem, que deu a sua vida pela nossa salvação, é a semente que o Pai continua a espalhar pelo mundo para que, ao morrer, dê muito fruto”, afirmou o Santo Padre. “É verdade que Ele, às vezes, encontra em nós um terreno duro e insensível; outras vezes, distraído, semelhante ao solo batido dos caminhos, ao terreno pedregoso ou aos arbustos espinhosos; mas há momentos em que encontra uma terra receptiva e fértil, e então desencadeiam-se milagres de amor capazes de mudar tudo”, acrescentou.
Segundo Leão XIV, é por esse motivo que Deus não desiste de semear, pois sabe que o poder do Seu amor é mais forte do que a fraqueza humana. Neste contexto, sublinhou a confiança inabalável de Deus em cada ser humano.
Gratuidade de Deus
Citando São João Crisóstomo, o Papa explicou que aquilo que pareceria irracional para um agricultor — semear em terrenos difíceis — torna-se plenamente compreensível quando se trata do coração humano, capaz de mudar e de acolher a graça divina.
“A generosidade de Deus para conosco não é ingênua, mas sábia, e sabe aproveitar em nós a possibilidade de um bem do qual, por vezes, nem sequer percebemos. Por isso, o Senhor, que conhece o terreno do nosso coração melhor do que nós próprios, não deixa de acreditar em nós, em quem somos e em quem nos podemos tornar, dia após dia, se nos entregarmos a Ele com fé”, declarou o Pontífice.
O Santo Padre indicou que é precisamente dessa combinação entre a gratuidade com que Deus lança a semente e a disponibilidade com que ela é acolhida que nascem os frutos do Espírito Santo — amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e autodomínio. “Quanto o nosso mundo precisa destes frutos e de ser preenchido e transformado por eles”, exclamou.
Meditar a Palavra de Deus
Concluindo sua reflexão, Leão XIV dirigiu um convite especial aos fiéis que vivem este período de férias. Sem descuidar do descanso e do lazer saudável, encorajou todos a reservar tempo para a escuta, a leitura e a meditação da Palavra de Deus, bem como para momentos de silêncio e oração, e completou:
“Retornaremos às nossas ocupações habituais renovados no corpo e no espírito, prontos para anunciar a Boa Nova do Evangelho e cada vez mais capazes de cooperar no crescimento do Reino de Deus. Que Maria, Rainha dos Apóstolos e Estrela da Evangelização, nos ajude nisto.”




