Ganhadora do prêmio é política venezuelana que se opõe a Maduro e tem reunião marcada com Trump nos próximos dias
Da Redação, com Vatican News

Papa Leão XIV e María Corina Machado / Foto: Vatican Media/Hans Lucas via Reuters Connect
O Papa Leão XIV se encontrou nesta segunda-feira, 12, com a ex-deputada da Assembleia Nacional da Venezuela que recebeu o Prêmio Nobel da Paz em outubro de 2025, Maria Corína Machado.
A audiência ocorreu nove dias após a captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar americana em Caracas. Acusado de tráfico de drogas e narcoterrorismo, Maduro está atualmente detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, nos Estados Unidos.
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Política e ativista venezuelana dos direitos humanos, Machado lidera o partido liberal “Vente Venezuela”, que se opõe consistentemente ao governo de Maduro. Após fugir do país, ela foi para Oslo, na Noruega, em dezembro para receber o prestigioso prêmio.
Esta semana, enquanto a Venezuela está sob governo interino de Delcy Rodríguez e enquanto se trabalha numa transição com apoio internacional, Machado é esperada em Washington para um encontro com o presidente estadunidense, Donald Trump, segundo anunciado por ele próprio.
Preocupação do Papa
Durante a oração do Angelus de 4 de janeiro – um dia após a captura de Maduro –, o Papa Leão XIV disse estar acompanhando os acontecimentos na Venezuela “com grande preocupação”.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre todas as outras considerações e levar a superar a violência e a trilhar caminhos de justiça e paz, garantindo a soberania do país”, afirmou o Pontífice. Ele pediu respeito pelos “direitos humanos e civis de cada um e de todos” e para que se trabalhe a fim de “construir juntos um futuro sereno de colaboração, estabilidade e concórdia, com especial atenção aos mais pobres que sofrem devido à difícil situação econômica”.
O apelo foi reiterado em 9 de janeiro, na audiência com o Corpo Diplomático acreditado junto à Santa Sé. Referindo-se à Venezuela, o Santo Padre exortou a “construir uma sociedade fundada na justiça, na verdade, na liberdade e na fraternidade, e assim se recuperar da grave crise que afeta o país há muitos anos”.




