No Angelus, Papa rezou em Castel Gandolfo e apresentou duas representações tradicionais de Maria: a dormição e a Virgem Gloriosa no céu
Em Castel Gandolfo, o Papa Leão XIV celebrou a festa da Assunção da Virgem Maria neste fim de semana. A programação reuniu moradores e peregrinos na Solenidade e na oração do Angelus, marcada por reflexões sobre paz e esperança cristã.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
A paz entre as principais intenções do Ângelus, com atenção especial à Terra Santa, pediu ao Papa Leão XIV em Castel Gandolfo, onde celebrou a Assunção de Nossa Senhora. O Papa voltou a clamar pelo fim da violência contra civis palestinos na Cisjordânia e pediu à comunidade internacional urgência na busca por uma solução de dois estados capaz de garantir a paz.
Na reflexão, Leão XIV destacou a humildade e a determinação. Para o Papa a mesa de Deus está preparada para todos, porque ninguém recebe apenas migalhas. Cada pessoa tem seu lugar junto do pai.
O Papa rezou em Castel Gandolfo e apresentou duas representações tradicionais de Maria: a dormição e a Virgem Gloriosa no céu. Segundo Leão XIV, a iconografia da Assunção aponta para o destino de cada pessoa, a plenitude da vida em Deus. E mais uma vez voltou o olhar para o sofrimento de seu rebanho.
O Papa afirmou pensar na população da Terra Santa, a terra de Maria, nos povos ucranianos e russos, unidos pela devoção à Mãe de Deus, e nos cristãos, vítimas de perseguição e discriminação, e renovou as orações pelo povo colombiano, atingido pelo terremoto.
Mais cedo, Santo Padre presidiu a Missa da Solenidade da Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria. Na homilia afirmou que a glorificação de Maria em corpo e alma revela que a verdadeira beleza não está em esconder as marcas do tempo, mas em carregar os sinais de um amor que permanece.
O Pontífice convidou cada um a repensar os padrões estéticos impostos pelo mundo, marcados pela busca do prazer e do consumismo. De acordo com ele, esses modelos podem aprisionar e fazer com que se desperdice energia com aquilo que não tem valor, nem permanece para sempre.
Leão XIV orientou que a verdadeira beleza seja reconhecida em todas as fases e condições da vida. Do rosto de uma criança, as rugas de um idoso, da juventude à maturidade. Para o Papa é preciso enxergar em cada pessoa histórias de amor que revelam pequenos recantos do céu.
O Santo Padre concluiu: “O rosto de Nossa Senhora da Assunção, embora único e impossível de ser plenamente representado, também é familiar. Ele se revela nos rostos das pessoas que estão ao nosso lado e dos irmãos e irmãs com quem partilhamos na fé a vida cotidiana”.




