Na última edição da revista “Piazza San Pietro”, o Papa responde a carta de um homem que se define como “um ateu que ama a Deus”
Da redação, com Vatican News

Foto: Vatican Media Hans Lucas via Reuters Connect
“Não pode ser ateu quem ama a Deus, quem O busca com coração sincero”. Assim responde o Papa Leão XIV, citando Santo Agostinho, à carta de Rocco de Reggio Calabri, publicada na revista “Piazza San Pietro”, editada pela Basílica Vaticana.
Na edição de fevereiro, o Pontífice agradece pela poesia de Rocco, que pede ajuda e questiona se é possível definir-se ateu e, ao mesmo tempo, amar a Deus.
“Acredito que não acredito, absolutamente certo do nada, continuo a ansiar por Deus. O meu drama é Deus! A minha inquietação é Deus!”, disse Rocco na sua poesia.
Em resposta, o Papa afirma que esta poesia o fez lembrar do que Santo Agostinho escreve em seu livro “Confissões”: “Tu estavas dentro de mim, e eu fora. E lá eu te procurava’”. E explicou que esta citação destaca bem como a busca por Deus é desejo.
A diferença entre crer e procurar a Deus
“O verdadeiro problema da fé – continuou Leão XIV – não é acreditar ou não acreditar em Deus, mas procurá-Lo! Ele deixa-se encontrar pelo coração que O procura e, talvez, a distinção correta a fazer não seja tanto entre crentes e não crentes, mas entre aqueles que procuram e aqueles que não procuram Deus”.
O Papa acrescentou que é possível que alguém se diga crente sem buscar o rosto de Deus, e portanto, sem amá-Lo. E também o contrário: estar convencido de não acreditar e, em vez disso, “ser um buscador ardente de seu rosto, amá-lo como você faz”, disse o Papa a Rocco.
“Eis que todos nós somos desejosos de Amor, buscadores de Deus. E aqui reside a dignidade e a beleza de nossa vida”.




