Pontífice celebra aniversário na Biblioteca Vaticana e fala sobre a paz
O Papa Leão XIV nessa segunda-feira, 14, 71 anos. O aniversário foi celebrado de um jeito especial: entre livros, obras de arte e funcionários do Vaticano. Na Biblioteca Apostólica, o Pontífice inaugurou uma exposição e recebeu uma homenagem preparada especialmente para a data.
Reportagem de Gabriela Mariah e Daniele Santos
O Papa Leão XIV celebrou hoje o dom da vida em meio à cultura e à história da Igreja. Pela primeira vez como Papa, Leão XIV visitou oficialmente a Biblioteca Apostólica Vaticana.
O motivo foi a inauguração da “Exposição Aqua, Catástrofe e Maravilha”, que reúne arte contemporânea e o patrimônio preservado pela biblioteca. A mostra propõe uma reflexão sobre a água e, ao mesmo tempo, força capaz de provocar catástrofes e recurso essencial à vida.
O projeto inaugura um ciclo de exposições que aproxima o patrimônio da biblioteca das linguagens da arte contemporânea. Mas a visita ganhou um significado ainda mais pessoal para o Papa. No dia que completa 71 anos, Leão XIV esteve juntamente em um lugar ligado à história da própria família. “Deus em sua providência e às vezes com um certo senso de humor sempre nos lembra que Ele está conosco”, comentou o Santo Padre ao revelar que muitos talvez não saibam: “Minha mãe era bibliotecária e hoje me encontro aqui no meu aniversário para cumprimentar todos vocês”, completou ele.
E a celebração continuou de forma simples com o bolo de aniversário preparado para o pontífice, Leão XIV apagou as velas diante dos colaboradores da biblioteca e do Arquivo Apostólico.
Ontem na Praça São Pedro, durante o Angelus, o Pontífice deixou uma mensagem que ajuda a compreender o sentido que ele deseja dar ao seu ministério. Diante de um mundo marcado por conflitos e divisões, a paz passa pela capacidade de perdoar.
O Santo Padre alertou que quando o perdão desaparece, surgem conflitos, acusações, ressentimentos e vinganças. Situações que, de acordo com ele, destroem relacionamentos, dividem famílias e podem até desencadear guerras. Para ele, o amor ao próximo exige coragem para corrigir, mas também disposição para perdoar e construir a paz.




