Proximidade

Papa lamenta retomada do conflito entre Tailândia e Camboja

Nesta quarta-feira, 10, Leão XIV pediu que os países cessem imediatamente o confronto e retomem o diálogo; nova tensão aconteceu nesta segunda-feira, 8

Da Redação

Papa em momento de oração com as mãos entrelaçadas

Papa Leão XIV em oração/ Foto: Anadolu via Reuters

O Papa Leão XIV manifestou nesta quarta-feira, 10, profunda tristeza com a notícia do agravamento do conflito ao longo da fronteira entre a Tailândia e o Camboja, que causou vítimas também entre a população civil, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas. “Manifesto a minha proximidade na oração a estas queridas populações e peço às partes que cessem imediatamente o fogo e retomem o diálogo”, apelou o Santo Padre.

Os confrontos recomeçaram na segunda-feira, 8, em cinco áreas da fronteira disputada, segundo o exército tailandês. Ambos os lados se acusavam mutuamente. O Ministério da Defesa do Camboja afirmou que suas forças foram atacadas, mas não revidaram e estavam respeitando o cessar-fogo após “numerosas ações provocativas”. Moradores cambojanos, por meio de uma estrada na província de Preah Vihear, deixaram a área de fronteira disputada.

A Tailândia realizou ataques aéreos contra o que alegou serem instalações militares cambojanas. O exército tailandês também afirmou que suas tropas foram atacadas e acusou o Camboja de disparar foguetes BM-21 montados em caminhões contra áreas civis. Segundo o exército tailandês, as forças cambojanas usaram lançadores de granadas, artilharia e drones para lançar explosivos sobre bases tailandesas. A força aérea tailandesa informou que seus caças lançaram ataques aéreos no início da manhã, visando instalações militares, com base em avaliações operacionais que indicavam que o Camboja havia mobilizado armamento pesado e reposicionado unidades de combate.

A retomada dos confrontos é a mais grave desde a troca de foguetes e artilharia pesada que durou cinco dias em julho, marcando o pior conflito entre os dois países na história recente. Pelo menos 48 pessoas morreram e 300 mil foram deslocadas antes da intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para negociar um cessar-fogo.

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