Pontifície reforça a importância de rezar pela Paz Mundial
No fim de semana, o Papa Leão XIV demonstrou profunda preocupação com o conflito no Oriente Médio. Em um forte apelo pelo fim das guerras, o Santo Padre destacou que a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças ou armas, mas por meio do diálogo. As atividades deste domingo também incluíram uma visita pastoral do Pontífice à paróquia da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo em Roma.
Reportagem de Danúbia Gleisser e Daniele Santos
Na paróquia da Ascensão de nosso Senhor Jesus Cristo, o Papa Leão XIV foi recebido com o abraço caloroso da comunidade. Ao agradecer, o Papa recordou que a missão da comunidade é ser farol de luz no bairro, sinal concreto do amor de Deus, que ilumina e transforma a realidade ao redor.
Durante o encontro, o Pontífice incentivou as crianças a semearem o bem e convidou jovens a serem arquitetos da mudança. Demonstrou preocupação com a guerra no Oriente Médio e com o sofrimento de crianças atingidas pelos conflitos. Também falou sobre o problema das drogas presente na região da paróquia e encorajou jovens e adultos a dizerem não ao que destrói e sim ao que promove a vida.
Na homilia da Santa Missa declarou que a cada paroquiano é confiada a pedagogia de um olhar de fé que transfigura tudo com esperança, colocando em circulação paixão, partilha e criatividade como cura para as muitas feridas deste bairro.
Antes da visita pastoral, o Pontífice rezou o Angelus e destacou que a transfiguração antecipa a luz da Páscoa e revela a glória de Deus na humanidade de Jesus. Convidou os fiéis a se deixarem fascinar por essa revelação e a pedir à Virgem Maria que sustente os passos na fé durante o caminho quaresmal.
Ao voltar o olhar para o Brasil, Leão XIV manifestou proximidade com a população das cidades da zona da Mata Mineira, Juiz de Fora, Ubá região, disse que as vítimas, seus familiares e os que trabalham no socorro estão em suas orações. O Pontífice mostrou preocupação com os confrontos entre Paquistão e Afeganistão e pediu à Igreja perseverança na oração pela paz.
Diante do drama vivido no Oriente Médio, afirmou que a estabilidade e a paz não se constroem com ameaças, nem com as armas, mas por meio de um diálogo autêntico e responsável.
O Santo Padre se voltou aos líderes mundiais e, perante a possibilidade de uma tragédia de enormes proporções, se dirigiu às partes envolvidas com o apelo para que assumam a responsabilidade moral de pôr um fim à espiral de violência antes que se torne um abismo irreparável. E finalizou afirmando que a diplomacia deve recuperar o seu papel pelo bem dos povos que anseiam por uma convivência pacífica baseada na justiça.




