Leão XIV encontrou-se com participantes de sessão plenária do dicastério nesta quinta-feira, 29, e abordou tema da transmissão da fé
Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa Leão XIV / Foto: Massimo Valicchia via Reuters
Nesta quinta-feira, 29, o Papa Leão XIV recebeu em audiência os participantes da sessão plenária do Dicastério para a Doutrina da Fé. Ao acolher os presentes, o Pontífice agradeceu pelo serviço que prestam na promoção e proteção da integridade da doutrina católica sobre a fé e a moral.
Reconhecendo a tarefa de oferecer esclarecimentos sobre a doutrina da Igreja, por meio de indicações pastorais e teológicas, o Santo Padre recordou alguns documentos publicados pelo dicastério nos últimos dois anos, como a nota Gestis verbisque, sobre a validade dos sacramentos; a declaração Dignitas inifinita, sobre a dignidade humana; as Normas para o Discernimento de Alegados Fenômenos Sobrenaturais; a nota Rainha da Paz; a nota Antiqua et Nova, sobre a relação entre a inteligência artificial e a inteligência humana; a nota doutrinária Mater Populi fidelis; sobre alguns títulos marianos referentes à cooperação de Maria na obra da salvação; e a nota doutrinária Una caro. Elogio della monogamia, sobre o valor do matrimônio.
“Tanto trabalho certamente beneficiará muito o crescimento espiritual do santo e fiel Povo de Deus”, expressou Leão XIV. “No contexto das mudanças de época que estamos vivendo, ele oferece aos fiéis uma palavra pronta e clara da Igreja, especialmente em relação aos muitos novos fenômenos que surgem no cenário da história. Além disso, dá orientações preciosas aos bispos para o exercício de sua ação pastoral, bem como aos teólogos em seu serviço de estudo e evangelização”, acrescentou.
Transmissão da fé
Em relação à sessão plenária em curso, o Papa manifestou seu apreço pela discussão sobre o tema da transmissão da fé, questão que definiu como “de grande urgência em nosso tempo”. O Pontífice apontou que não se pode ignorar a ruptura, nas últimas décadas, na transmissão geracional da fé cristã entre o povo católico.
“Na verdade, não são poucos os jovens que vivem sem nenhuma referência a Deus e à Igreja e, se por um lado isso causa dor em nós que cremos, por outro lado deve nos levar a redescobrir a ‘doce e reconfortante alegria de evangelizar’, que está no próprio coração da vida e da missão da Esposa de Cristo”, declarou o Santo Padre.
Reiterando suas próprias palavras no último Consistório extraordinário – quando exprimiu o desejo de “ser uma Igreja que não olha apenas para si mesma, mas que olha para além, para os outros, que é missionária” –, Leão XIV frisou que o fundamento da vida do Corpo de Cristo é o amor do Pai, revelado no Filho e presente e atuante pelo dom do Espírito Santo.
“Não é a Igreja que atrai, mas Cristo, e se um cristão ou uma comunidade eclesial atrai, é porque através desse ‘canal’ chega a seiva vital da Caridade que brota do Coração do Salvador”, recordou o Papa. “A Igreja anuncia Cristo, sem protagonismo ou particularismo, e nela cada um é e deve se reconhecer sempre e somente como ‘um trabalhador simples e humilde na vinha do Senhor’”, concluiu.




