Primeira missão da instituição foi produzir a vacina contra a peste bubônica
Em fevereiro de 2026, o Instituto Butantan, em São Paulo, completou 125 anos. A instituição, que é conhecida pela produção dos soros para o tratamento contra o veneno de serpentes, também é famosa pelo desenvolvimento de vacinas.
Reportagem de Aline Imercio e Antonio Matos
O Instituto Butantan foi criado em 1901 e tinha outro nome, Instituto Serumtherápico.
Dirigido por Vital Brasil, a primeira missão da instituição foi produzir a vacina contra a peste bubônica.
“Para se ter uma certa independência da Europa, a produção da vacina contra a peste bubônica aconteceu no mesmo ano. Já saíram aqui ampolas para tratamento da doença”, disse a diretora de desenvolvimento Cultural Butantan, Suzana Fernandes.
Além da vacina contra a peste, a pesquisa com animais peçonhentos ampliou os trabalhos do Butantã no combate a doenças recorrentes no interior do estado. “Esse projeto do Vital Brasil foi um projeto muito bem visto. Era necessário de fato levar saúde, era necessário de fato produzir ferramentas e instrumentos para a prevenção contra os acidentes de animais peçonhentos”, contou ela.
Em 125 anos de criação, o Instituto Butantan se tornou referência. Hoje ele é considerado o maior produtor de soros e vacinas da América Latina. Isso sem contar no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à saúde pública e de atividades culturais e educacionais.
O parque do Instituto Butantan possui quatro museus e um centro de memória, além da área de pesquisas e fabricação de vacinas e soros. E o local está sempre preparado para novas demandas. “O Butantan, de fato, ele conseguiu ter essa solidez para se reestruturar e atender as demandas de saúde pública mais urgentes. É necessário produzir uma vacina contra COVID? Vamos nos mobilizar para isso”,relembrou a especialista.
A vacina da Covid-19 foi um marco para o instituto. Em meio à pandemia, o Butantan se tornou mais conhecido. “As pessoas falam: ‘Ai, você trabalha no Butantan? Ai, vai sair na vacina mesmo. Ai, eu fui vacinada da vacina do Butantan. Ai, parabéns pelo trabalho’. Então isso se tornou uma constante. Daí eu acho que o Butantan atingiu um outro patamar no que diz respeito à sua comunicação externa”, expressou a diretora.
Para quem trabalha no local, fazer parte dessa história é motivo de muito orgulho. “Uma satisfação pessoal imensa, porque como eu disse, eu eu sou pesquisadora. O Butantan dá ao pesquisador a oportunidade de desenvolver eh a sua o seu conhecimento plenamente”, concluiu Suzana.




